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Apesar de a chuva ter dado uma trégua aos gaúchos nesta semana, o número de municípios em situação de emergência segue aumentando. Nesta quarta-feira, o saldo de cidades que encaminharam decreto de emergência à Defesa Civil chegou a 131, o que representa 25% das prefeituras gaúchas.
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O motivo, conforme a Defesa Civil, é que as prefeituras precisam de tempo para contabilizar os prejuízos. Além disso, é necessário esperar a água baixar nas áreas alagadas para realizar os levantamentos.
- Quando chove muito e algumas áreas são alagadas, não há como mensurar os danos imediatamente. Os municípios só vão poder contabilizar os estragos quando a água baixar, por isso o número de cidades em situação de emergência continua aumentando - explica o major Ben-Hur Pereira da Silva, da divisão de apoio técnico da Defesa Civil do Estado.
Segundo o major, depois que as prefeituras decretam situação de emergência, os municípios têm 10 dias para encaminhar os documentos à Defesa Civil, para que órgão homologue o decreto. Já a Defesa Civil tem o mesmo prazo para encaminhar os documentos à União, que faz o reconhecimento dos decretos.
A Defesa Civil ainda classifica a motivação decretos de emergência das prefeituras gaúchas, o que leva em conta o relevo dos municípios, conforme Silva.
Conheça a classificação dos decretos de emergência:
Inundação: Inundação é quando a cheia de um rio causa danos a residências ou à agricultura.
Alagamento: É quando a água da chuva invade residências sem relação com a cheia de um rio, o que ocorre com frequência devido ao entupimento de bueiros.
Enxurrada: Ocorre quando a área prejudicada possui uma inclinação, e a chuva intensa ou a cheia de um rio causa danos por arrastamento. Nesse caso, quanto maior a inclinação do terreno, mais graves os estragos provocados nas áreas atingidas pela água.
Chuva intensa: É quando grande volume de precipitação causa danos às cidades, principalmente na agricultura.
No mapa, veja a situação de cada município prejudicado pela chuva: