Americanos negam

Curdos afirmam que EUA bombardearam região no Iraque

Em Washington, o Pentágono negou categoricamente essas informações

07/08/2014 | 20h01

Aviões americanos bombardearam nesta quinta-feira posições jihadistas do Estado Islâmico no norte do Iraque, informou um porta-voz das forças curdas peshmergas. Um porta-vez disse a agencias que alguns F-16 entraram no espaço aéreo iraquiano em missão de reconhecimento e depois atacaram as forças em Gwer, na região de Sinjar.

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Em Washington, o Pentágono negou categoricamente essas informações. "Uma ação desse tipo não ocorreu", declarou no Twitter o porta-voz do Ministério americano da Defesa, almirante John Kirby.

De acordo com o New York Times, o presidente americano abordou nesta quinta-feira com seus conselheiros a possibilidade de ataques aéreos ou de lançar de avião alimentos e medicamentos para dezenas de milhares de iraquianos ameaçados de morte por jihadistas ultra-radicais.

Êxodo em massa de cristãos

Os jihadistas do Estado Islâmico (EI) invadiram nesta quinta-feira Qaraqosh, a maior cidade cristã do Iraque, o que provocou a fuga de milhares de pessoas, enquanto o Conselho de Segurança da ONU anunciava uma reunião de emergência sobre a situação.

De acordo com o patriarca caldeu Louis Sako, 100 mil cristãos foram obrigados a abandonar suas casas "com nada além de suas roupas", após a tomada de Qaraqosh e de outras cidades na região de Mossul (norte) pelos combatentes do EI.

Entre as localidades ocupadas estão Tal Kayf, Bartela e Karamlesh, que foram "esvaziadas de seus habitantes", denunciou o bispo Joseph Thomas, arcebispo caldeu de Kirkuk e de Sulaymaniyah.

— Esse é um desastre humanitário. As igrejas foram ocupadas, suas cruzes foram removidas e mais de 1.500 manuscritos foram queimados — ressaltou Sako.

O patriarca que teme um "genocídio" da população cristã iraquiana.

Em Roma, o papa Francisco fez nesta quinta-feira um apelo urgente à comunidade internacional para proteger a população do norte do Iraque.

O porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, afirmou que o pontífice "se une aos apelos urgentes dos bispos" da região pela paz e pediu à comunidade internacional que proteja e garanta a ajuda necessária às pessoas em fuga.

Pouco depois, diplomatas indicaram que o Conselho de Segurança da ONU teria uma reunião de emergência sobre a situação no Iraque. A reunião, a pedido da França, estava prevista para começar às 17h30min local (18h30min de Brasília) a portas fechadas.

*AFP

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