Com restrições

Justiça do RJ decide manter manifestantes em liberdade

Ativistas foram soltos no dia 8 de agosto, após ficarem detidos por 45 dias

12/08/2014 | 17h56
Justiça do RJ decide manter manifestantes em liberdade Fernando Frazão/ABR
Sininho, a ativista que virou personagem nos protestos dos black blocs do Rio de Janeiro Foto: Fernando Frazão / ABR

A 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio decidiu, nesta terça-feira, manter em liberdade os 23 manifestantes acusados de praticar atos violentos durante protestos de rua. Dois juízes tiveram o mesmo entendimento do desembargador Siro Darlan, que havia concedido habeas corpus aos ativistas — uma parte deles presa durante a Copa do Mundo —, por acreditar que não havia provas contra eles.

O Ministério Público havia questionado Darlan, citando a investigação da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI). O inquérito concluiu que os manifestantes formam uma quadrilha, que fabricou e distribuiu bombas para atacar a polícia durante manifestações.

Quem é Sininho, a ativista que virou personagem nos protestos dos black bloc do Rio
Leia todas as notícias de Zero Hora

O advogado Marino D'Icarahy, que havia solicitado o habeas corpus para as 23 pessoas, comemorou:

— A vitória mais importante de hoje é que, de fato, todos terão direito de responder a todo o processo em liberdade. Se, chegando ao julgamento na primeira instância, porventura forem condenados, terão direito a pedir recurso em liberdade.

O advogado informou que vai recorrer de três restrições impostas a seus clientes: a de não poderem se ausentar do Rio de Janeiro sem autorização judicial, a de terem de se apresentar à Justiça regularmente e a que os impede de participar de manifestações.

* Estadão Conteúdo

VEJA TAMBÉM

     
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.