Goteiras

Más condições no Gasômetro levam a cancelamento de peça de teatro

Teatro Sarcáustico se apresentaria nesta sexta na sala 309, atingida por infiltrações

01/08/2014 | 17h26
Más condições no Gasômetro levam a cancelamento de peça de teatro Adriana Franciosi/Agencia RBS
Na noite desta sexta-feira, poças de água se acumulavam no chão da sala Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS

Às 20h desta sexta-feira, atores do Teatro Sarcáustico entrariam em cena na sala 309 da Usina do Gasômetro. Seria a primeira apresentação da peça CNPJ - Uma Comédia Totalmente Ficcional durante a mostra que marca os 10 anos do grupo. Um evento a ser celebrado — não tivesse sido cancelado, dois dias antes, devido a uma infiltração que já alagou a sala e destruiu parte dos equipamentos do grupo.

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— (...) estamos praticamente sem luz na sala, sem possibilidades de equipá-la com equipamentos de som e de iluminação para apresentações cênicas, fora o fato de já termos queimado, inclusive, equipamentos eletrônicos do grupo. Não estamos dispostos a sujeitar nosso público e nossos profissionais qualificados a esta vergonhosa insalubridade!  — informou a companhia, em comunicado divulgado na última quarta-feira.

A sala ocupada há cinco anos pelo grupo está com goteiras há pelo menos um ano, afirma o diretor do espetáculo, Daniel Colin. Segundo o artista, os pingos teriam aparecido logo após uma reforma no terraço do Gasômetro, que fica logo acima da sala. Nos últimos meses, a infiltração teria se alastrado por todo o teto.

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— A gente vem avisando a coordenação da Usina, mas não há sequer uma previsão de reforma na sala. Quando chove muito é um rio que se forma pela sala, alaga tudo. Já tivemos que cancelar oficinas e pedir aos alunos que voltassem para casa em função das péssimas condições — conta Colin.

Dez grupos ocupam as sete salas da Usina do Gasômetro — das quais, a 309 é uma das maiores. Eles fazem parte do projeto Usina das Artes, são escolhidos por meio de edital e devem oferecer oficinas, atividades gratuitas e espetáculos no espaço concedido pela Secretaria Municipal da Cultura (SMC).

A coreógrafa Eva Schul, da Ânima Cia de Dança, ocupa a sala 209, logo abaixo do recinto afetado pelas goteiras. Segundo ela, o espaço em que trabalha também tem pequenas infiltrações, "mas nada que impeça o andamento das aulas". Eva reconhece, no entanto, o descaso com o prédio:

— A nossa sala está boa, mas sabemos que a situação está complicada. As câmeras de segurança não funcionam, uma bomba de água quebrou há alguns dias e volta e meia falta água. A Usina está precisando de uma boa reforma.

 
Infiltração teria começado há um ano e se intensificado nos últimos meses
Foto: Teatro Sarcáustico, Arquivo Pessoal

Procurada por Zero Hora, a SMC informou que uma reunião na próxima quinta-feira reunirá artistas do Centro Cultural Usina do Gasômetro, a Coordenação da Usina do Gasômetro e o secretário-adjunto da Cultural, Vinícius Cáurio, para discutir as necessidades do espaço.

Sobre os problemas pontuais enfrentados pelo grupos, como as infiltrações, câmeras de segurança inativas e falta de água, a assessoria limitou-se a dizer que a secretaria tem conhecimento dos problemas de infraestrutura e que tenta resolvê-los dentro das "possibilidades orçamentárias".

* Zero Hora

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