Pronunciamento semanal

Obama diz que não há data prevista para fim dos ataques no Iraque

É a primeira vez que os EUA se envolvem diretamente no Iraque desde a retirada de suas tropas, em 2011

Atualizada em 09/08/2014 | 15h4809/08/2014 | 11h21
Obama diz que não há data prevista para fim dos ataques no Iraque Reprodução/Casa Branca
Em pronunciamento, Obama afirmou que seguirá com ataques no Iraque se for necessário Foto: Reprodução / Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste sábado que não há data fixada para o fim dos ataques aéreos no Iraque e que a França e Grã-Bretanha concordaram em participar dos esforços humanitários para ajudar os civis deslocados pela ofensiva jihadista do Estado Islâmico (EI).

— Não creio que vamos resolver este problema em algumas semanas — disse.

Segundo Obama, o presidente francês, François Hollande e o premiê britânico, David Cameron, demonstraram um forte apoio às ações dos EUA e "estão de acordo em nos ajudar na assistência humanitária que oferecemos aos iraquianos que mais sofrem"

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Mais cedo neste sábado, em seu pronunciamento semanal, Obama afirmou que seguirá com ataques no Iraque se for necessário, e que as forças dos EUA farão o necessário para proteger os norte-americanos presentes no país, incluindo a embaixada em Bagdá. Também foi informado que Obama faria declaração sobre o Iraque nesta sábado, às 11h25min (pelo horário de Brasília).

— Na noite de quinta-feira, deixei claro que se eles tentassem avançar, nossos militares responderiam com ataques a alvos. Isso é o que fizemos. E, se necessário, é o que vamos continuar a fazer. Temos norte-americanos servindo por todo o Iraque — disse no discurso, disponível em vídeo e transcrição no site da Casa Branca.

O presidente também autorizou um esforço humanitário para ajudar os civis deslocados no Monte Sinjar, no norte do Iraque, ante a ofensiva jihadista.

As forças norte-americanas fizeram novos ataques aéreos contra o Estado Islâmico (EI), nesta sexta-feira. O objetivo, conforme o Pentágono, é "eliminar terroristas". Esta é a primeira vez que os Estados Unidos se envolvem diretamente no Iraque desde a retirada de suas tropas, em 2011.

Por volta das 11h, um ataque realizado com drone matou pessoas que estavam com um morteiro, conforme a Casa Branca. Uma hora depois, quatro caças dispararam oito bombas que neutralizaram um comboio e um morteiro perto de Erbil, capital do Curdistão iraquiano, explicou o porta-voz do Departamento de Defesa, contra-almirante John Kirby

Na noite de quinta-feira, o presidente Barack Obama já havia citado o risco de um genocídio, ao anunciar os ataques militares "para proteger os civis" bem como os cidadãos americanos em Erbil e Bagdá.
 
*Com agências de notícias

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