
O delegado da Polícia Civil e diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter) de Santos, Aldo Galeano, disse, nesta quinta-feira, que, embora a investigação das causas do acidente fique a cargo da Aeronáutica, pela dinâmica da descida do jato, é provável que o piloto estivesse consciente no momento da queda.
Leia todas as notícias sobre a morte de Eduardo Campos
Infográfico: aeronave na qual estava Campos se dirigia do Rio a SP
- O avião caiu num lugar que tinha um certo espaço e ele procurou enfiar o bico no meio do bambuzal para amortecer a velocidade do impacto, talvez tentando salvar alguma vida - declarou.
Segundo ele, após uma observação do mapa da área, repleto de prédios, o jato caiu no único espaço amplo, com alguma condição de pouso.
Galeano declarou que a prioridade da polícia, neste momento, é liberar os corpos de Eduardo Campos, candidato à Presidência da República, e dos seis membros de sua comitiva que morreram na quarta-feira no acidente aéreo em Santos.
- A gente quer acelerar essa parte para as famílias terem um conforto de pelo menos velar as pessoas que se vitimaram - disse ele.
Segundo o delegado, o prazo para liberação dos corpos, que estão no Instituto Médico-Legal (IML) na capital paulista, vai variar de dois a três dias. Os restos mortais serão separados conforme o material genético recolhido. Esse trabalho depende também do tempo de demora da chegada de amostras de DNA dos parentes das vítimas.
Aldo Galeano informou ainda que a Polícia Civil apura se houve homicídio culposo.
- (Vamos apurar) se houve negligência, imperícia ou imprudência. Isso pode envolver desde o piloto, se foi uma falha humana, estaria extinta a punibilidade porque ele faleceu no acidente, e pode envolver problemas de manutenção, de defeito da aeronave - disse.
*Agência Brasil