Porto Alegre

Polícia Federal desarticula grupo que atacava bancos com explosivos

Investigação começou em 2013, quando grupo invadiu clube em Ipanema

Atualizada em 08/08/2014 | 13h0008/08/2014 | 08h05
Polícia Federal desarticula grupo que atacava bancos com explosivos Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Um grupo apontado como responsável por roubo e ataques a caixas eletrônicos, com atuação voltada à região sul de Porto Alegre, foi desarticulado pela Polícia Federal. Na manhã desta sexta-feira, foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva (um dentro do Presídio Central) e 19 mandados de busca e apreensão. Além dos nove presos com mandado, outros dois homens foram detidos em flagrante por porte ilegal de arma.

De acordo com a PF, as investigações começaram em novembro passado, após um grupo armado invadir um clube no bairro Ipanema. Os criminosos chegaram ao local em um Civic, renderam e amarraram com fitas os vigilantes e arrombaram um terminal de autoatendimento da Caixa no Clube do Professor Gaúcho, usando maçarico. Para não levantar suspeitas, um integrante do bando vestiu a roupa de um dos vigilantes e assumiu a guarita. Além do dinheiro, foi levado o carro de um funcionário e imagens de câmeras de segurança.

O roubo do Palio prata deu uma pista aos policiais de quem poderiam ser os autores. Em um dos levantamentos, foi identificado que as rodas do veículo estavam no Fiesta usado pela mulher de um dos líderes da organização criminosa.

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Agência na Campos Velho foi alvo de ataques

Uma sequência de ataques à agência da Caixa na Avenida Doutor Campos Velho, com o uso de explosivos, passou a ser objeto de investigação em janeiro. No mesmo período, houve outros dois crimes semelhantes: tentativa de furto a um terminal de autoatendimento de um banco em um posto de combustível na Avenida Cavalhada e tentativa de furto com o uso de explosivos em um banco privado na Avenida Protásio Alves. Nesses casos, os criminosos não conseguiram levar o dinheiro.

As informações repassadas inicialmente pela Brigada Militar indicavam que os delitos ocorridos na Zona Sul haviam sido praticados pelo mesmo grupo. Após a identificação dos suspeitos, policiais federais realizaram diligências para localizar o paradeiro dos criminosos.


No currículo do bando, homicídios e tráfico

À quadrilha, também é atribuída uma série de outros crimes praticados no período da investigação. Constam nos registros da PF dois homicídios consumados e uma tentativa, três tentativas de assalto a banco, roubo a uma joalheria, roubo de veículos, tráfico de drogas e comércio ilegal de arma de fogo, munições, explosivos e ameaças a testemunhas.

Informações obtidas durante a investigação serão compartilhadas com as autoridades estaduais para elucidação de casos similares que possam ter sido praticados por integrantes do grupo.

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