Indiciado pela PF

Gilmar Sossella: "Estou com a consciência tranquila e não devo nada"

Em entrevista a ZH desde Pontão, no norte do Estado, deputado estadual indiciado por crime eleitoral negou pressão a servidores para colaborar com campanha

10/10/2014 - 12h51min
Gilmar Sossella: "Estou com a consciência tranquila e não devo nada" Pedro Belo Garcia/AL,Divulgação
Foto: Pedro Belo Garcia / AL,Divulgação  

Indiciado pela Polícia Federal por crime eleitoral, o deputado estadual Gilmar Sossella (PDT) falou por telefone com ZH, desde Pontão, onde cumpre o ritual de agradecer pelos votos recebidos no interior do Estado. O presidente da Assembleia Legislativa foi reeleito com mais de 57 mil votos — e fez votação em 496 dos 497 municípios gaúchos.

Polícia Federal indicia presidente da Assembleia por formação de quadrilha

Apesar do indiciamento por formação de quadrilha, concussão (exigir para si em razão da função vantagem indevida) e por outros três crimes tipificados no Código Eleitoral, entre eles, coação, Sossella diz que está com a consciência tranquila, tanto que segue em cima de uma camionete cumprimentando seus eleitores. O deputado cumprirá agenda em outras cidades até segunda-feira e retorna na terça à Capital. Confira os principais trechos da entrevista:

Zero Hora — O que o senhor tem a dizer sobre o indiciamento da Polícia Federal?

Gilmar Sossella — Estou com a consciência tranquila e não devo nada. Pode anotar, no fim do processo vão estar dizendo que não pressionei ninguém, tanto é que de 189 funções que o presidente nomeia, vendi apenas 19 convites. Quem foi depor lá (na Polícia Federal), nenhum comprou. Qual é o crime que houve? E outra que recebi informação de que estou sendo indiciado pela imprensa. Estou respondendo em cima das informações que vocês estão me dando. Mas não pressionamos. Dos que compraram, somente dois foram ouvidos, eu gostaria que a polícia tivesse ouvido todos. Que mal eu fiz de oferecer convites, como 50 outros candidatos ao legislativo fizeram?

ZH — Com relação ao caderno que os estagiários recebiam para cadastrar eleitores, o que o senhor tem a dizer?

Sossella — Foram dois que foram falar lá (na PF). Mas o que é o caderno, o caderno é um cadastro. Você vem visitar o meu gabinete e que mal eu teria em perguntar se você me permite mandar jornais. É um cadastro para mandar material de deputado estadual, para mandar meus informativos, como todos os deputados fazem. Tenho 60 mil cadastrados. Nunca pedimos título de eleitor, seção, isso não procede.

ZH — Sua esposa também está entre os indiciados. Qual era o papel dela no seu mandato?

Sossella — Nenhum. Ela estava trabalhando agora na campanha, mas ela nem foi ouvida. Dos indiciados, quatro nem foram ouvidos, isso é uma injustiça. E a expressão formação de quadrilha, pelo amor de Deus. Foi um exagero da Polícia Federal. Se fazer um jantar de arrecadação é formação de quadrilha, o que se vai dizer desse escândalo que está nos jornais de hoje?

ZH — Que medida o senhor pretende tomar diante do indiciamento?

Sossella — Meu advogado está cuidando desse assunto. Eu vou continuar meu trabalho normalmente. Estou tranquilo, tanto que estou agradecendo meus votos em cima de um carro. Tem 57490 eleitores que confiam no meu trabalho. Eu asseguro a ti que no final desse processo eu estarei dando entrevista provando que não teve nada de errado.

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