
A Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA) ameaça em um vídeo executar um refém americano. A informação é do Centro de Vigilância de Sites Islamitas (SITE). O homem que aparece nas imagens, com data de dezembro de 2014, é um repórter fotográfico sequestrado na capital iemenita em setembro do ano passado.
A vítima é Luke Somers, 33 anos, que, no vídeo, afirma ter sido sequestrado há mais de um ano em Sanaa. Ele diz que precisa de ajuda e que sua vida está em perigo. Nas imagens, Naser ben Ali al-Ansi, da AQPA, ameaça executar o refém nos três dias posteriores à divulgação do vídeo caso o governo dos Estados Unidos não responda às exigências do grupo islamita. Ele não detalha as reivindicações, mas afirma que Washington as conhece.
- Em caso contrário, o refém americano que temos em nossas mãos conhecerá um destino inevitável - completa.
No fim de novembro, forças especiais iemenitas, apoiadas por comandos americanos, realizaram uma operação na província de Hadramut para libertar um grupo de reféns que incluía Somers, um britânico e um sul-africano. Porém, a Al-Qaeda havia alterado o local de cativeiro dos reféns um pouco antes da operação, segundo o ministério iemenita da Defesa.
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No vídeo, Al-Ansi menciona a operação no Iêmen:
- A última operação fracassou em Hadramut, durante a qual morreu um grupo de elite dos mujahedines - disse.
A ameaça da Al-Qaeda de executar o fotógrafo americano acontece depois que o grupo Estado Islâmico (EI), conhecido pela brutalidade nos territórios que controla no Iraque e na Síria, decapitou cinco reféns ocidentais, desde agosto, sequestrados na Síria. A Al-Qaeda é ativa no sul e leste do Iêmen, país pobre da península arábica, afetado por conflitos violentos.
O que é e o que quer o Estado Islâmico
O Iêmen é um aliado chave dos Estados Unidos na luta contra a Al-Qaeda. Sanaa autoriza o governo americano a realizar ataques com drones em seu território contra o grupo extremista. Washington considera a AQPA o braço mais perigoso da Al-Qaeda. O grupo aproveitou a fragilidade do governo central em 2011, durante a Primavera Árabe - que provocou a queda do presidente Ali Abdallah Saleh - para reforçar sua presença no país.
Na quarta-feira, a Al-Qaeda reivindicou um atentado em Sanaa contra a residência do embaixador do Irã, país acusado pelo grupo terrorista de apoiar as milícias xiitas que tentam fortalecer sua influência no país depois que assumiram o controle da Capital.
* AFP