Explicações financeiras

Procurador de contas pede auditoria urgente da gestão Sartori

Geraldo da Camino, procurador-geral do Ministério Público de Contas, quer que governo detalhe os gastos em áreas vitais

19/08/2015 - 17h18min
Procurador de contas pede auditoria urgente da gestão Sartori Luiz Chaves/Palácio Piratini/Divulgação
O procurador afirma estar preocupado com a "agudização da crise financeira" Foto: Luiz Chaves / Palácio Piratini/Divulgação  

Em documento encaminhado nesta quarta-feira ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), o procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Geraldo da Camino, pediu uma auditoria extraordinária urgente na gestão do governo estadual. O procurador afirma estar preocupado com a "agudização da crise financeira" e seus reflexos sociais para os próximos meses e cobra detalhes de como os recursos estão sendo empregados:

Leia aqui o documento inteiro assinado pelo procurador

– Queremos uma auditoria quanto às medidas que são tomadas ou não (para evitar o bloqueio judicial das contas), que é algo que pode se repetir ou agravar e levar o Estado à ingovernabilidade. Isso traria riscos à sociedade, com a falta de médicos, hospitais, policiais e professores – explica Da Camino.

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No documento, o procurador argumenta que a otimização na gestão dos recursos públicos é fundamental e, por isso, as ações do governo Sartori devem ser examinadas imediatamente. A auditoria ocorre ao longo dos meses, e o julgamento, sempre no início de cada ano, mas, caso o TCE acate o pedido, deve iniciar na próxima semana. Conforme o procurador, há três possíveis causas para a crise financeira do Rio Grande do Sul: "força maior, planejamento insuficiente ou decisão administrativa".

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Ele defende que somente com auditoria nas gestões é que será possível concluir se o governo está atuando de forma correta para enfrentar a crise.

— Para fazê-lo, indispensável o uso de indicadores, a fim de que tal avaliação se dê não apenas de forma quantitativa, mas qualitativa — assinala ele no documento.

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— A questão da dívida pública é o ponto a ser esclarecido: há medidas em curso ou não (para diminuí-la)? Uma delas poderia ser acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) contra o bloqueio judicial das contas — ressalta o procurador.

Na segurança pública, ele diz que os indicadores criminais possibilitam a análise qualitativa imediata. Já com relação a saúde e educação, principalmente, será necessário criar uma metodologia para análise. Ainda não há data para apreciação do pedido. Na próxima quinta-feira, a União deve desbloquear as contas do Estado, trancadas devido ao não pagamento da dívida pública com o governo federal.

* Zero Hora

 
 
 
 
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