Violência na Capital

Ataque com submetralhadora deixa um morto e sete feridos na Capital

Atiradores dispararam contra um grupo que estava próximo ao Postão da Cruzeiro. Ademir Carpes, o Biquinha, morreu

25/09/2015 - 15h03min | Atualizada em 26/09/2015 - 10h47min


Um tiroteio no começo da tarde desta sexta-feira deixou um morto e sete feridos na Rua Nossa Senhora do Brasil, Bairro Santa Tereza, região da Vila Cruzeiro, na Zona Sul de Porto Alegre. A vítima foi identificada como Ademir Rodrigo Carpes, conhecido na região como Biquinha.

A via onde ocorreu o crime é paralela ao Pronto-Atendimento da Vila Cruzeiro (Postão). Essa proximidade acabou levando as consequências da tentativa de chacina para dentro do local.

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Os feridos começaram a chegar ao Postão carregados por familiares e vizinhos. A emergência foi invadida por dezenas de pessoas clamando por atendimento simultâneo a todos os baleados.

Segundo funcionários, todos os feridos tinham, pelo menos, duas perfurações, revelando o poder de fogo do ataque que sofreram. Segundo a BM, um carro com quatro homens abriu as portas no ponto onde estavam as vítimas, e o grupo os atacou com uma metralhadora.

Foto: Carlos Macedo/Agência RBS

O tumulto tomou conta da unidade, obrigando servidores de todo o setor a se mobilizarem para dar conta de uma demanda que extrapolou as capacidades do Pronto-Atendimento. Pelo menos dois funcionários foram agredidos.

— Trabalho há 25 anos aqui. Nunca tinha visto nada parecido com o que ocorreu hoje. Todos ficamos apavorados, mas demos conta do atendimento o melhor possível — disse o médico Eduardo Osório, chefe do Serviço de Pediatria.

A Sala de Emergência não foi suficiente, e até no chão do corredor feridos receberam o primeiro atendimento. Um deles, Ademir, era tratado pelos demais como líder e era para quem os populares mais exigiam atenção. Segundo os médicos, ele já estava morto quando a ambulância do Samu chegou.

Foto: Carlos Macedo

— Diziam que ele estava respirando, que estava vivo, que tínhamos de atendê-lo. Para nossa segurança, começamos a tratá-lo como se vivo estivesse. Foi levado na ambulância, com tentativa de reanimação. Mas se sabia que já estava em óbito — afirmou uma servidora que pediu para não ser identificada.

O Postão fechou e os feridos foram encaminhados ao HPS e ao Hospital Cristo Redentor. Até o meio da tarde, permaneciam em atendimento.

Os tiros foram disparados de dentro de um automóvel que parou no local. Pelo menos quatro homens estariam no carro. A suspeita é de que Biquinha fosse mesmo o alvo dos criminosos.

O coordenador do Postão, o médico Luiz Henrique Tarragô, informou que o Pronto-Atendimento deverá ficar fechado pelo menos até as 19h.

Segundo ele, a Brigada Militar e a Guarda Municipal chegaram a isolar o local, mas as viaturas teriam ido embora depois de passado o tumulto. Por volta das 15h, PMs do 1º BPM cercaram o prédio, monitorando as entradas. Pacientes que chegavam ao local eram orientados a voltar mais tarde.

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*Diário Gaúcho 

 
 
 
 
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