Laranja Mecânica

EPTC suspende permissão de 13 táxis ligados a suspeitos de integrar quadrilha de Xandi

De acordo com a polícia, além de servir como "aviõezinhos do tráfico", os veículos serviam para o grupo fazer lavagem de dinheiro

Por: Cid Martins e Jocimar Farina
07/10/2015 - 11h12min | Atualizada em 07/10/2015 - 11h28min
EPTC suspende permissão de 13 táxis ligados a suspeitos de integrar quadrilha de Xandi Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS  

Permissionários e motoristas ligados aos 13 prefixos de táxis flagrados pela Polícia Civil a serviço do tráfico de drogas, em Porto Alegre, foram suspensos pela EPTC. Um processo administrativo foi aberto para cassar a operação de todos. Doze veículos já foram apreendidos pela polícia, em operação deflagada nesta manhã. Buscas são feitas ao veículo que segue desaparecido. As informações são do Blog Caso de Polícia da Rádio Gaúcha.

Segundo o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, houve a desconfiança de comercialização ilegal de placas. Os dados foram repassados à polícia em janeiro. Desde então, a investigação acompanhava a circulação dos veículos 24 horas por dia.

A utilização do GPS nos veículos permitiu identificar a movimentação, localização e itinerário dos táxis suspeitos. Eles atendiam a população normalmente e eventualmente levavam e buscavam droga, a pedido dos traficantes.

De acordo com a polícia, além de servir como "aviõezinhos do tráfico", os táxis serviam para a quadrilha de Xandi fazer lavagem de dinheiro. A EPTC informa que as investigações prosseguirão na busca de outros prefixos que podem estar nas mãos de mais um permissionário.

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Operação contra lavagem de dinheiro do tráfico

Além dos táxis, a Polícia Civil apreendeu imóveis, jet ski e outros bens avaliados em R$ 5,5 milhões. Onze pessoas foram presas, entre elas um irmão de Xandi e a viúva do traficante.

O delegado Márcio Moreno, do Denarc, afirmou que o principal objetivo da operação deflagrada nesta manhã foi atacar o poder financeiro da quadrilha, que já movimentou R$ 18 milhões nos últimos anos.

Ele disse que a quadrilha tinha 12 empresas de fachada, inclusive uma produtora musical que revendia ingressos de camarote em festas para presos.

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A morte de Xandi

Xandi morreu na tarde de um domingo de janeiro de 2015, enquanto fazia churrasco em uma casa alugada a uma quadra da orla de Tramandaí. O assassinato aconteceu quando quatro homens, em um Corsa, estacionaram em frente à casa alugada pelo criminoso e dispararam rajadas de fuzil, acertando-o na cabeça. O traficante morreu na hora.

Conforme o delegado Paulo Perez, responsável pela investigação, as características da execução são típicas de um acerto de contas com gangue rival. Os autores do crime ainda não foram identificados.

 
 
 
 
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