Celebração

Talentos são reconhecidos pelo Grupo RBS

Além de distinguir profissionais que fazem a diferença, evento lembrou trajetória da Rádio Farroupilha e do Diário Gaúcho

17/11/2015 - 23h22min
Talentos são reconhecidos pelo Grupo RBS André Ávila/Agência RBS
Dona Ione, que morreu no último domingo, ajudou a a idealizar a Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho Foto: André Ávila / Agência RBS  

Na noite da última segunda-feira, 189 profissionais do Grupo RBS foram homenageados na 39ª edição do Talentos RBS. Realizado na sede do grupo, no ano em que a empresa reforça a sua crença no jornalismo de qualidade, o evento reconheceu os colaboradores com mais de 10 anos de dedicação à empresa.

Marcada por momentos de emoção, a noite também relembrou as trajetórias de Antonio Augusto Fagundes, morto em junho, e de Ione Pacheco Sirotsky, que faleceu na madrugada do último domingo. Aos 88 anos, vítima de insuficiência respiratória.

– A morte da minha avó deixa um vazio enorme, mas o que fica de maior é o legado de união, de valorização da família e do Grupo RBS. Estou aqui representando a minha família – ressaltou o presidente-executivo do Grupo RBS, Eduardo Sirotsky Melzer.

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A entrega de troféus foi intercalada por momentos especiais, entre eles uma deferência à jornalista Celia Ribeiro, com 45 anos de casa.

– A cada ano, venho a este encontro com grande satisfação, porque o tempo passa e a gente vê o quanto significou a concretização do nosso sonho – ressaltou o presidente emérito do grupo, Jayme Sirotsky.

Fundada em 1935, a Rádio Farroupilha foi reverenciada pelos 80 anos de sucesso junto ao público. O caminho trilhado pela emissora, adquirida no início dos anos 1980 pela RBS, incluiu fatos memoráveis para o Estado, como a estreia de Elis Regina, ainda menina, ao microfone.

Com 15 anos de existência, o Diário Gaúcho foi responsável por revolucionar o jornalismo popular no Rio Grande do Sul. Imagens de arquivo relembraram o percurso traçado pelo periódico, orientado desde o início para a prestação de serviços à comunidade, em conexão com os leitores.

Em sua primeira participação no Talentos RBS, a vice-presidente de Jornais e Mídias Digitais da empresa, Andiara Petterle, destacou a importância da cerimônia ao distinguir profissionais que fazem a diferença.

Os destaques

Dona Ione: decisiva na história do Grupo RBS

Um dos momentos mais emocionantes da noite foi a homenagem a uma personagem decisiva na história do Grupo RBS: Ione Pacheco Sirotsky, viúva do fundador da empresa, Maurício Sirotsky Sobrinho (1925-1986).

Dona Ione, como era conhecida, morreu na madrugada do último domingo, em casa, aos 88 anos, vítima de insuficiência respiratória. Em 1982, ela ajudou a idealizar a Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, braço social do Grupo RBS, que presidiu durante anos. No evento de segunda-feira, a colunista Cláudia Laitano, biógrafa de Ione, conduziu o tributo à matriarca da família Sirotsky.

– Ione teve um papel decisivo na construção do Grupo RBS, não apenas apoiando Maurício, mas aconselhando, ponderando, trocando ideias, sempre de igual para igual, porque desde cedo o fundador da RBS aprendeu a respeitar o bom senso e a generosidade da companheira – disse Cláudia.

Nico: o eterno apresentador do Galpão Crioulo

Ícone do tradicionalismo e expoente da valorização da cultura gaúcha no país, o historiador e folclorista Antonio Augusto Fagundes também teve a trajetória rememorada no evento. Nico vinha enfrentando uma série de problemas de saúde e morreu em junho, aos 80 anos. Autor da célebre letra do Canto Alegretense, foi apresentador do programa Galpão Crioulo, na RBS TV, por três décadas. A deferência a Nico teve início com as palavras emocionadas de seu sobrinho Neto Fagundes, que ocupa o lugar do tio no Galpão Crioulo, ao lado de Shana Müller.

– Quando nós ainda morávamos no Alegrete, ele nos dizia: vocês têm de vir a Porto Alegre e precisam conhecer o lugar onde eu trabalho. Me deram a oportunidade de comandar um espaço para a música regional – recordou Neto.

A viúva de Nico, Ana Fagundes, foi chamada ao palco para receber um troféu especial em nome do folclorista.

Célia Ribeiro: um exemplo de profissional aos 86 anos

Em 1970, quando a jornalista Celia Ribeiro começou a trabalhar na redação de ZH, as mulheres ainda eram minoria na profissão, e uma simples minissaia era capaz de causar furor na Rua da Praia. Quarenta e cinco anos depois, Celia continua na ativa e, aos 86 anos, é considerada um exemplo de renovação e de generosidade.

Na noite de segunda-feira, ela subiu ao palco para receber uma honraria especial do presidente-executivo, Eduardo Sirotsky Melzer, e do presidente emérito da empresa, Jayme Sirotsky. Coube à diretora de Redação de Jornais do Grupo RBS, Marta Gleich, relembrar a história da colunista da Revista Donna e destacar a sua importância:

– A nossa querida Celia está completando 45 anos de redação porque sempre cultivou o espírito de equipe e nunca perdeu a paixão pelo que faz.

Celia classificou a homenagem como "um bálsamo no coração".

 
 
 
 
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