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Violência

Criança indígena de dois anos é morta na rodoviária de Imbituba

Polícia Militar prendeu suspeito do crime em flagrante na BR-101.

Por: Diogo Vargas e Luis Hangai
30/12/2015 - 14h56min | Atualizada em 30/12/2015 - 20h56min

Um crime bárbaro foi registrado por volta do meio-dia desta quarta-feira em Imbituba, Sul de Santa Catarina. Uma criança indígena de apenas dois anos foi assassinada com um golpe de arma branca na estação rodoviária da cidade.

A vítima, Vitor Pinto, de Chapecó, estava sendo amamentada pela mãe quando houve a agressão, no pescoço. Um suspeito, 24 anos, foi detido às 15h a pé, na BR-101, e encaminhado para a Delegacia de Polícia de Imbituba.

Local do crime, na rodoviária de Imbituba. Foto: Gabriel Felipe / RBS TV

Segundo a coordenação da Central de Emergência da PM, o homem é um ex-presidiário morador de Imbituba. O Departamento de Administração Prisional (Deap) informou que ele estava em liberdade provisória concedida pela Justiça em 14 de abril deste ano. O DC não teve acesso a ele nem ao seu advogado.

A PM informou que o homem foi reconhecido pela mãe da criança e dois taxistas da rodoviária. Ele tem antecedentes por desobediência, resistência, desacato, tráfico de drogas, roubo e lesão corporal.

De acordo com a PM, a criança foi degolada e o motivo do crime está sendo apurado. A suspeita dos policiais militares é que o homem estaria incomodado com a presença dos indígenas no local.

O helicóptero Águia da PM auxiliou na operação em Imbituba e informações repassadas pela comunidade ao 190 foram fundamentais para a captura. A mãe e o menino são da tribo caingangue. Ela é de Iraí, no Rio Grande do Sul, e comercializava artesanato em Imbituba.

Índios são da região de Chapecó e comercializam artesanato em Imbituba. Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Cocaína e maconha na mochila

O capitão da PM, Hugo Burin, disse que ao ser localizado pela PM na BR-101, o homem  portava na mochila pequena quantidade de cocaína e maconha.

— Ele fugiu por um matagal e foi em direção à BR-101. Apresentava as mesmas características e estava com as mesmas roupas descritas pelas testemunhas quando o prendemos. Na delegacia, a mãe da criança e outra testemunha logo o reconheceram — descreveu o capitão.

A polícia ainda não sabe se a arma utilizada no crime foi uma faca ou um estilete nem a motivação do ataque à criança. Câmeras de videomonitoramento flagraram um homem com uma mochila nas costas logo após o crime.

 
 
 
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