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Aceito nesta quarta-feira pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o pedido de impeachment de Dilma Rousseff foi protocolado no dia 15 de outubro pelos advogados Hélio Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaína Paschoal.
Depois de apresentarem uma primeira versão considerada frágil pelos técnicos da Casa, o trio elaborou um novo pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff e incluiu as chamadas "pedaladas fiscais" (prática de atrasar repasses a bancos públicos a fim de cumprir as metas parciais da previsão orçamentária) realizadas em 2015.
Na avaliação dos juristas que assinam o pedido de impeachment, os crimes de responsabilidade praticados por Dilma se estenderam por 2015, "ou seja, invadiram o segundo mandato" da presidente. "Há prova inquestionável das pedaladas fiscais no ano de 2015, através das demonstrações contábeis do Banco do Brasil do 1º Trimestre de 2015 (...) Ou seja, apenas com o Banco do Brasil, graças a um único programa, as pedaladas fiscais no ano de 2015 foram de mais de R$ 3 bilhões", diz o texto.
Entenda as etapas do impeachment: