Versão mobile

Com a Palavra

Tiago Mattos: "A inteligência artificial já ultrapassou a humana"

Sócio-fundador da escola de criatividade Perestroika fala das transformações que nos farão repensar desde a economia até a morte

Por: Letícia Duarte
17/01/2016 - 02h24min


Tiago participou de programa de inovação cujos mentores foram laureados com o Prêmio Nobel  Foto: Lauro Alves / Agência RBS

Futurista formado pela Singularity Univesity, projeto da Nasa e do Google no Vale do Silício, em 2012, e um dos 25 selecionados do mundo para participar de um programa de inovação em Israel com 20 vencedores do Prêmio Nobel no corpo docente, em 2015, o porto-alegrense Tiago Mattos, 36 anos, olha para o presente com cara de passado. Em olho em três revoluções que se avizinham com impacto semelhante ao do surgimento da internet, tem convicção de que a naturalidade de hoje é o absurdo de amanhã – e vice-versa. 

Um dos sócios-fundadores da escola de criatividade Perestroika – que começou em Porto Alegre em 2007 e se converteu em 14 unidades de negócio, em cidades como São Paulo e Rio – e autor do livro Vai lá e faz, disponível para download gratuito na internet, Tiago fala a seguir sobre as transformações que vão nos obrigar a repensar tudo: desde a economia até o conceito de morte. 

Você foi um poucos brasileiros selecionados para a Singularity University, da Nasa, em 2012, e voltou com a missão de impactar um bilhão de pessoas em 10 anos. Como anda essa contagem?

(Risos). Na verdade, não abracei totalmente essa missão. O que eles dizem lá é que todos os que participam do programa têm a capacidade de impactar 1 bilhão de pessoas em até 10 anos, e nos convidam a fazer isso. Mas não quero essa responsabilidade toda. Primeiro, porque realmente acho que não tenho essa capacidade e, segundo, porque me colocar essa pretensão mudaria muito a forma como enxergo a vida, os negócios e as parcerias profissionais. Acredito que existem outras métricas de sucesso.

Qual foi o seu maior aprendizado lá?

Foi o pensamento exponencial. A escola, como a gente conhece, foi concebida para ser espelho da revolução industrial. O sistema de educação massificado, gratuito e público foi criado na mesma época em que emergiu a Revolução Industrial. Vejamos: as pessoas têm horário para entrar e para sair, como numa fábrica. Têm um apito para entrar e sair, como numa fábrica. Estão uniformizadas, como numa fábrica. Entram numa salinha onde tem um monte de gente do mesmo nível e uma autoridade gerenciando, com áreas totalmente desconectadas, como numa fábrica. Enfim, o que está nas entrelinhas do nosso diploma é: parabéns, você está apto a trabalhar numa fábrica! Esses 13 anos que a gente passa no Ensino Fundamental e Médio nada mais são do que a reprodução desse sistema. O pensamento industrial é linear, segmentado, repetitivo e previsível. Comecei a entender lá que isso não faz o menor sentido. Enquanto a tecnologia computacional está crescendo exponencialmente, a gente ainda faz previsões lineares. É preciso saber olhar para frente. A maioria das pessoas está olhando para trás e achando que os próximos anos vão ser lineares como foram os últimos cem. Outra coisa é que a maioria das pessoas que já tem pensamento digital aparenta certa tranquilidade. Como se dissessem: ¿Não sou mais velho, estou com software atualizado¿. A má notícia é que, para vários pensadores, o pensamento digital vai ficar obsoleto em 15 anos. O cara que pensa de forma digital hoje e acha que está seguro é o mesmo barão de revolução industrial que achava que a internet era uma brincadeira.

Você diz que em 20 anos teremos três novas revoluções que vão nos obrigar a repensar tudo. O que deve acontecer?

São as revoluções da nanotecnologia, da biotecnologia e da inteligência artificial/robótica. Nanotecnologia é a capacidade de manipular matéria. Hoje a gente manipula dados no computador, é virtual. A gente vai começar a manipular matéria, reorganizar matéria, de uma maneira que a gente não faz hoje. Não vamos precisar ter um monte de objetos em casa, vamos poder ter uma peça de roupa e remodelá-la todos os dias. A segunda revolução é a genética, é reprogramar a biologia. Quem acredita na teoria evolucionista concorda que o DNA é uma programação. O que a gente vai fazer é reprogramar isso para estender a vida. Muitos futuristas acreditam que a geração mais nova é a que não morre mais, encaram a morte como uma doença. Não concordo totalmente, mas acho uma perspectiva interessante. Eles brincam que no futuro vamos rir do fato de não encararmos o envelhecimento como uma doença, mas um processo natural. E a terceira é a inteligência artificial/robótica. Sempre que a gente fala em inteligência artificial já dá um medinho. Todo mundo lembra do Exterminador do Futuro, porque a ficção científica nos assustou. Mas nosso celular tem inteligência artificial, o Google tem inteligência artificial, e ela tem ajudado a nossa vida. O pessoal da Singularity acredita que, em 2029, vai haver uma inteligência artificial tão inteligente quanto um ser humano, e a partir de então mais.

A inteligência humana vai ficar para trás?

Em vários aspectos, a inteligência artificial já ultrapassou a humana, mas vai ultrapassar completamente: vai ser capaz de tudo o que a humana faz e de outras coisas que o humano não é capaz.

Isso tudo também traz dilemas éticos. O que o preocupa no futuro?

Não me preocupo muito. Nessas transformações, a gente fica com medo quando se coloca como plateia. Se me coloco como participante, me sinto muito empolgado. Em geral, a tecnologia sempre trouxe melhorias. Há 50 anos, a expectativa de vida era quase metade do que é hoje. Havia maior analfabetismo. O que era a pobreza há cem anos não é o que é hoje. Um rei na Idade Média não tinha acesso a saneamento básico.

Sua empresa vem dando consultorias para vários grupos, como Coca-Cola, Facebook. O que eles demandam?

No Facebook, não era sobre futurismo. Eles pediram que falássemos sobre nossa visão de comunicação. Em 2015, falei principalmente para a Coca-Cola e Walmart, compartilhando minhas ideias e possibilidades sobre esse futuro, de como as empresas devem se organizar e como as revoluções tecnológicas devem impactar esse futuro. Fico superlisonjeado de ver essas empresas nos convocando para compartilhar ideias, mas também dei muitas palestras para várias instituições aqui no Estado, como a Gerdau, e também para o público de varejo. Uma coisa que falo é que a forma como as empresas estão organizadas hoje não permite a inovação. Acho que, no futuro, não vai ter empresa nem chefe, mas pode ser que eu esteja errado.

E como eles reagem?

Normalmente o cara pensa assim: quando isso acontecer, eu já vou estar aposentado, então não se sentem ameaçados (risos). Mas acho que a sociedade seria bem mais interessante se a gente fosse horizontal. É natural que haja lideranças, mas nesse modelo elas são circunstanciais. Sempre serei chefe e empregado ao mesmo tempo.

No livro Vai Lá e Faz, você diz que a ideia de uma profissão tende a morrer e que as pessoas vão mudar pelo menos cinco vezes de atividades ao longo da vida. Como seria isso?

Vou começar por uma analogia: não conheço ninguém que gosta de comer só carne, só queijo, só tomate. A gente gosta de várias coisas diferentes. A pluralidade é mais natural ao nosso gosto. A gente ouviu a vida inteira dos nossos pais: encontre o que você gosta de fazer e aí está resolvido, o jogo acabou. Porque na geração deles a pessoa começava uma linha de crescimento reto na carreira e se aposentava no ponto mais alto possível. Isso não faz mais nenhum sentido. Até tem um livro muito legal, Encontre o Trabalho dos Seus Sonhos, que fala que, assim como o amor de um casal é algo recente, o amor pelo trabalho é ainda mais recente. Na Revolução industrial, o cara não tinha que gostar de trabalhar, só tinha que trabalhar. E se a gente gosta de um monte de coisas, por que não vou me permitir experimentar um monte de coisa?

Você mesmo já foi publicitário, professor e agora futurista. Como foi a tua trajetória?

Eu me formei em Comunicação, fui publicitário por 11 anos, uma etapa muito legal. Não tive nenhum problema em transicionar para educador, me apaixonei por empreendedorismo e abri várias iniciativas. E não tive problema em começar de novo essa quarta encarnação como futurista. Acho que isso é natural. O artificial seria fazer só uma coisa. Assim como num relacionamento, não tem hora certa. Quando começa? Quando termina? Cada caso é um caso, não tem uma regra. E não tem que estar só com um ou outro. Continuo sendo empreendedor enquanto sou futurista.

No livro Empreendedorismo Criativo, a Perestroika é destacada como uma escola de criatividad e que começou com capital inicial de R$ 100 e que, em 2013, já tinha lucro de R$ 4 milhões, com unidades em SP, Rio, Brasília, entre outras. Como foi esse caminho?

Estudei na escola Miami Ad School, que era superprestigiada no meio publicitário e não existia no Brasil época. Antes de ir, fiquei imaginando uma escola virada de cabeça para baixo, superdiferente. Quando cheguei lá achei legal, mas era diferente. E fiquei pensando: a forma como tinha imaginado seria mais legal. Aí voltei para o Brasil, falei para o meu pai, e fomos apresentar a ideia de fazer uma escola para o GAD¿ Design, para pedir mentoria. Ele disse que era uma boa ideia, mas que talvez o mercado não estivesse pronto. Isso foi em 2002.

E acho que tinha razão, sou bem grato. A ideia ficou adormecida. Anos depois, eu, o Felipe (Anghinoni) o Márcio (Callage) nos reunimos com a ideia de montar um negócio. Pensamos em fazer um curso para jovens publicitários, e na hora eu já sabia como fazer, porque tinha aquela ideia de 2002. Só pagaríamos pelo espaço se tivesse público, senão poderíamos cancelar até dois dias antes. Então a gente locou o auditório, colocou um site no ar. Cada um daria cem reais. Só que o primeiro aluno já pagou todos os custos, o valor da inscrição era uns R$ 1 mil, então a gente nem precisou investir nada de fato. Como esse não era nosso ganha-pão (na época todos trabalhavam em agências), a gente decidiu fazer como a gente achava que tinha que ser, mais livre, autoral, subversiva.

E os cursos bem diferentes fizeram sucesso...

É, já fizemos curso de poker profissional, empoderamento feminino, skate para meninas, arte de rua, como fazer a própria cerveja... Agora estamos nos preparando para lançar junto com a cervejaria Barco uma cerveja chamada Perestroika. Nossa hipótese era: por que o cara tem que ir para um lugar chato aprender, por que a gente não faz o contrário, não concorre com o cinema, com um bar, um churrasco? Tem que ser tão divertido como se ele estivesse num bar com amigos, mas ele ainda vai sair sabendo um monte de coisa. Essa é nossa premissa. Sem emoção não tem aprendizagem. O fato de ter bebida na sala de aula é uma coisa que virou característica nossa, que muita gente entendeu como brincadeira, mas a ideia é criar um clima de amigos, de happy hour. Quantos papos de bar não se transformaram em teorias políticas, músicas, livros?

Mesmo num cenário de crise, vocês divulgaram que a Perestroika teve um ano ¿espetacular¿. Qual o segredo para crescer num ambiente de crise?

A gente cresceu uns 15% em 2015.

E é supercomplicado falar isso num ano em que muitas empresas estão quebrando. Mas a gente tem um sistema que é crescer para o lado, não pra cima. A maioria das empresas enxerga seu crescimento assim: se eu aumentar o faturamento, se tiver mais funcionários, um prédio mais alto, numa rua mais cara, eu cresci. A gente acha que, em vez de ter um organismo grande, tem que ter vários pequenos. Nenhum de nossos organismos tem 10 pessoas. Porque a gente quer ter várias pequenas unidades de negócio. Assim é menos burocrático, menos formal, menos processual e mais fácil de se transformar. Se o organismo começa a ficar muito grande, a gente divide em dois.

A filosofia da Perestroika é de não ter funcionários, mas sócios. Como funciona?

Das ideias que a gente vem desenvolvendo, essa pra mim é a mais poderosa, porque é aplicável em qualquer empresa. Nosso princípio é: ninguém tem que trabalhar para ninguém, mas com os outros. Quero trabalhar num mundo verdadeiramente horizontal. O segundo princípio é a abundância. A gente não acha que tem que ficar brigando pelo último pedaço de pão. Tem pão para todo mundo, a gente só tem que mudar a perspectiva. E a terceira é que as pessoas não se percebem empoderadas. Olham para as outras e pensam: essa pessoa vale mais do que eu. E é por isso que a gente aceita determinadas hierarquias totalmente artificiais. Com base nessas três premissas, a gente decidiu ser uma incubadora de empreendedores. A pessoa que vem trabalhar com a gente tem que ter potencial para ser nosso sócio, os mesmos valores. Aí a gente diz: nos próximos dois ou três anos, tu vai receber uma mentoria, vai descobrir tuas paixões e propósito. E juntos a gente monta tipo um trabalho de conclusão, que vai ser um negócio próprio. E acabamos virando sócios. No momento que a gente ajuda as pessoas a perceberem esse empoderamento, crescem novas unidades, e a rede vai se expandindo. Hoje a gente tem 15 pessoas, talvez 16, de uma equipe de 50, que de setembro de 2013 para cá se sentem totalmente empoderadas.

Como as pessoas podem aprender a empreender?

Empreendedorismo não é necessariamente abrir uma empresa, é fazer alguma coisa. Não conheço ninguém que não queira fazer algo. Normalmente o que a gente pensa é que não tem capacidade para fazer, não tem dinheiro, não tem contatos, e a gente vai se enganando de que não deve fazer isso. Ser empreendedor é tirar uma ideia do papel. As pessoas podem descobrir isso de muitas formas: lendo, fazendo curso, palestras, retiros, viagens. O primeiro passo é descobrir seu propósito, sua missão no mundo. Costumo dizer que a forma mais fácil de descobrir o propósito é empreendendo.

Você defende que o foco no planejamento deve ser de apenas 5%, e que o mais importante é fazer...

Independentemente da nossa vontade, costuma ser 5%. Então quanto mais o cara cria, planeja, faz reuniões, maior vai ficando o monstro lá na frente. Se o cara quer escrever um livro, por exemplo, faz esboço, ideias, reuniões, e fica no período de ideação e planejamento. Quando maior for esse período, maior o período subsequente. Por isso que ¿vai lá e faz¿ é um convite a não ¿overplanejar¿. Planejar é importante, mas é uma regra de proporcionalidade. Então não pensa muito, se joga na piscina logo.

Você defende que temos de ser multidisciplinares, mas não multitarefa. Por quê?

A energia gasta na troca de tarefa é muito grande. Então a melhor forma de ser produtivo é fazer uma tarefa do início ao fim. Claro que nem sempre dá. Às vezes a gente depende de outras pessoas, mas as pessoas confundem o multidisciplinar com o multitask (multitarefa): ah, eu tenho que fazer um monte de coisas. É a diferença entre o polvo e o camaleão. A gente tem que ser camaleão, não polvo. Estou sempre de uma cor, sempre amarelo, vermelho, verde, e quando estou nisso estou completo. Tenho capacidade de trocar de cores, de sair de educador, para empreendedor, para comunicador. Mas não posso querer ser tudo ao mesmo tempo, como se fosse um polvo.

Você já comparou o ato de deletar comentários no Facebook a um apartheid social. Nos tornamos mais intolerantes?

Tive uma aula sobre viralização e redes em Israel com a professora Karine Nahon (autora do livro Going Viral, sobre viralização na internet). E ela fala que um comportamento comum nas redes é homofilia e clusterização: eu me alio com quem pensa como eu e isso vai clusterizando, juntando. Então, se a gente olhar bem, o que a gente vê são vários grupos bem distintos. A interação não está tão grande quanto poderia estar. Principalmente porque o algoritmo do Facebook tem por princípio mostrar coisas mais familiares a ti. E isso está dando uma ideia de que o mundo é muito parecido com a gente. Na última eleição presidencial, as pessoas que votavam num candidato tinham a nítida impressão de que todas as outras pessoas também iam votar no mesmo. Acho que esse é um dos fatores que gerou tanta frustração nos votantes do candidato derrotado, porque as pessoas enxergavam ao seu redor um mundo que não existia. Então a gente fala de uma época de tolerância, mas não consegue tolerar uma opinião diferente. Eu gosto de opiniões diferentes das minhas. Se me colocar numa posição em que ninguém ao meu redor questione minhas verdades, vou ficar com um pensamento muito obtuso.

Você diz que o objetivo final do empreendedorismo seria a bondade, o que soa estranho num mundo tão competitivo. Como convencer as empresas disso?

O verdadeiro empreendedorismo tem que ter sustentabilidade financeira, senão se esvai, tem que ter relação boa com quem está consumindo. As pessoas têm que sair felizes. Acho que existe uma mudança de consciência natural da sociedade. Conversas sobre novas métricas de sucesso são importantes. Enquanto o cara enxergar que sucesso é ter mais dinheiro, ele vai perseguir o dinheiro. É óbvio que isso não é necessariamente sinônimo de sucesso. Acreditamos que em breve vai ter uma lista das empresas com maior impacto positivo, e os empresários vão querer estar nela.

Modelos que desafiam o padrão econômico têm gerado polêmica, com o Uber. Qual a sua avaliação?

O Uber não é nada perto do que vem por aí. As pessoas se engajam com o Uber porque acaba com o intermediário. A indústria do transporte é a que mais emprega no mundo, então quando o Uber chega as pessoas começam a se preocupar. Mas o Uber é só a pontinha do iceberg. A gente já vai ver carros não tripulados em 2016. A transformação que o Uber está promovendo na indústria de táxi é muito menor do que o sistema de direção autônoma vai promover. Esse sistema, sim, vai provocar grande mudança. E vai quebrar as montadoras. A posse do carro vai ser desnecessária. Por que gastar um monte no carro, pagar manutenção, impostos, se o que eu quero é me deslocar? Na Califórnia, os carros já andam sozinhos. E todas as grandes empresas de tecnologia estão trabalhando nisso. O Google está fazendo, a Apple... A gente fala muito do celular, mas tem um trabalho de engenharia genética gigante, que ninguém fala, porque nosso olhar está muito no digital e pouco nas próximas revoluções.

Que outras novidades devem despontar em 2016?

Já existem nanorrobôs sendo testados em mamíferos, que curam câncer dos mamíferos. Eles perseguem o tumor, atacam e, como são feitos de carbono, se autodestroem. Neste ano devem começar os primeiros testes com humanos. É ainda em uma escala muito pequena, mas muita gente acredita que até 2020 vamos ter ajuda médica de nanorobôs. Isso é uma revolução, permite a medicina preventiva.

Uma das previsões para o ano passado é que o Oculus Rift, de realidade virtual, iria estourar. Por que ainda não pegou?

Atrasaram o lançamento dele, que estava previsto para o final de 2015 e foi empurrado para 2016. Então o grande player não chegou ao mercado. Não vai ser uma coisa imediata, mas vai mudar muito as indústrias. O AirBnb, por exemplo, vai ser por realidade virtual: vou poder entrar num hotel e experimentar o quarto antes de alugar. O grande questionamento é qual é o limite da realidade virtual. Porque vai chegar o momento que ela vai ser tão real que vamos pensar: tá, por que eu vou viajar mesmo? E aí entra a matrix total. Vai ter gente que vai ficar viciado em realidade virtual.

Se você tivesse de definir o futuro em três palavras, quais seriam?

Será muito melhor!

 
 
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.