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Astronomia

Bola de fogo explodiu a mil quilômetros da costa do Brasil

Evento ocorreu em 6 de fevereiro e liberou uma energia equivalente a da bomba de Hiroshima 

23/02/2016 - 21h53min | Atualizada em 24/02/2016 - 22h06min
Bola de fogo explodiu a mil quilômetros da costa do Brasil Google Maps/Reprodução
Queima ocorreu 30 quilômetros acima do Oceano Atlântico, sem ser percebido Foto: Google Maps / Reprodução

Uma bola de fogo de grandes proporções caiu 30 quilômetros acima do Oceano Atlântico em 6 de fevereiro e explodiu no ar a uma distância de mil quilômetros ao largo da costa do Brasil, liberando uma energia equivalente a 13 mil toneladas de TNT — quase a mesma energia usada na primeira bomba atômica que destruiu Hiroshima em 1945. As informações são do jornal Daily Mail e do blog Bad Astronomy.

Desde a bola de fogo que explodiu sobre Chelyabinsk, na Rússia, em fevereiro de 2013, deixando mais de 1,6 mil feridos, não ocorria um evento desse tipo. No entanto, Phil Plait, editor do blog, minimizou o ocorrido próximo ao Brasil.

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— Eventos deste tamanho não são uma preocupação muito grande — afirmou em post.

Para efeitos de comparação, a rocha que atingiu Chelyabinsk tinha 500 mil toneladas de energia TNT — 40 vezes mais do que a desse último impacto, de acordo com Plait.

— Se tivesse acontecido sobre uma área povoada, teria abalado algumas janelas e provavelmente aterrorizado um monte de gente, mas não acho que teria feito qualquer dano real — completou.

A informação apurada por Plait partiu de um tuíte de Ron Baalke, que trabalha para a Nasa, depois que o evento apareceu na páginaFireball Near-Earth Object, da agência espacial americana.

Para se ter uma ideia da altura da queda do meteoro – 30 quilômetros acima do Oceano Atlântico – isso equivale a três vezes mais do que costuma voar um jato comercial. Thaisa Bergmann, chefe do grupo de pesquisa em astrofísica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, explica que esse tipo de fenômeno ocorre porque, ao ingressar na atmosfera, acontece um superaquecimento do material rochoso, que, por sua vez, se desintegra, gerando a explosão.

– É muito raro esse tipo de meteoro cair em zonas habitáveis da Terra. O da Rússia dá para se dizer que foi uma exceção. A maioria acaba perdendo força antes de chegar na superfície – disse Thaisa.

 
 
 
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