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Investigações apontam que o triplex no Guarujá e o sítio em Atibaia – ambos frequentados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – teriam sido mobiliados com dinheiro da construtora OAS. Conforme reportagem do Jornal Nacional desta quarta-feira, as compras foram feitas em uma loja de grife da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, somando mais de R$ 200 mil. A OAS é uma das empreiteiras envolvidas no escândalo de corrupção da Petrobras.
Segundo a reportagem, uma das notas foi emitida no dia 12 de novembro de 2014, no valor de R$ 78,8 mil. O endereço de entrega seria o do triplex 164 A, no Condomínio Solaris, no Guarujá, que está sob investigação pela Operação Lava-Jato. O comprovante atestaria a aquisição de uma cozinha planejada, paga pela OAS.
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A suspeita do Ministério Público de São Paulo, que realiza a investigação, é de que Lula seja o verdadeiro dono do apartamento, que está no nome da empreiteira. O ex-presidente chegou a admitir que visitou o local um única vez, acompanhado de Léo Pinheiro, um dos sócios da OAS. A reforma no triplex, contratada pela construtora, teria custado R$ 777 mil.
Outra compra feita na mesma loja de móveis também está sob investigação do MP. Trata-se da aquisição de uma cozinha e eletrodomésticos, num montante de R$ 130 mil. Os itens teriam como destino um sítio em Atibaia, frequentado pela família de Lula. Como a nota fiscal estaria em nome de Fernando Bittar, um dos donos da propriedade e sócio de um dos filhos de Lula, Fábio Luis Lula da Silva, o MP questiona a motivação para o pagamento da mobília, feito pela OAS.
Procurados pela reportagem do JN, a construtora OAS não quis comentar o assunto e o Instituto Lula não respondeu aos questionamentos. Fernando Bittar não foi localizado.