No plenário

VÍDEO: Jean Wyllys cospe em direção a Bolsonaro durante votação

Deputado do PSOL deu uma cusparada após votar contra o impeachment

17/04/2016 - 21h34min | Atualizada em 17/04/2016 - 22h48min
VÍDEO: Jean Wyllys cospe em direção a Bolsonaro durante votação Diego Vara/Agencia RBS
Foto: Diego Vara / Agencia RBS  

Instantes depois de votar contra a abertura do processo de impeachment, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) cuspiu em direção ao deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) — mas errou o alvo. A TV Câmara não exibiu o momento.

Já fora do plenário, Jair Bolsonaro confirmou a jornalistas que Jean Wyllys tentou acertá-lo com um cuspe.

Jean Wyllys disse que cuspiu em direção a Bolsonaro após ter sido insultado:

Em post no Facebook, Jean afirmou ter sido ofendido por Bolsonaro.

—  O deputado fascista viúva da ditadura me insultou, gritando "veado", "queima-rosca", "boiola" e outras ofensas homofóbicas — escreveu.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) disse que Jean Wyllys teria se irritado com provocação de seu pai, Jair Bolsonaro.

— Jean tentou cuspir no meu pai porque ele estava falando "tchau, querida, tchau, querida". Eles é que têm o discurso do ódio. Eles falaram na tribuna de (Carlos) Marighela, quando meu pai falou de Coronel Ustra. Eles tiram a calcinha pela cabeça. A democracia só vale quando é a favor deles — criticou Eduardo Bolsonaro, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

Bolsonaro afirmou que esta não foi a primeira "agressão" do deputado do PSOL contra ele. Jean Wyllys já teria trocado de poltrona em voo após perceber que teria de sentar ao lado do deputado do PSC.

Ao pronunciar seu voto, Wyllys criticou o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e apoiadores da abertura do processo contra a presidente Dilma Rousseff.

— Em primeiro lugar eu quero dizer que estou constrangido de participar desta farsa, desta eleição indireta, conduzida por um traidor, conspirador, e apoiada por torturadores, covardes, analfabetos políticos e vendidos. Essa farsa sexista. Em nome dos direitos da população LGBT, do povo negro das periferias, dos trabalhadores da cultura, dos sem-teto, dos sem-terra, eu voto não ao golpe. E durmam com essa, canalhas! — disse o deputado em seu discurso.


 
 
 
 
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