Washington

Agosto de 2016 bate recorde como 16º mês consecutivo mais quente

20/09/2016 - 20h43min

O mês passado foi o agosto mais quente dos tempos modernos, sendo o 16º mês consecutivo que alcançou o máximo da temperatura, no período mais longo de recordes mensais registrado desde o início das medições, em 1880, anunciou a Agência Oceânica e Atmosférica americana (NOAA).

O período de janeiro a agosto também foi o mais quente nesses registros, com 2016 a ponto de quebrar um novo recorde anual de calor no planeta, superando 2015.

A temperatura média global de 2016 até agora nas superfícies terrestres e oceânicas foi 1 grau Celsius acima da média do século XX, de 14ºC, superando 2015, o detentor do recorde anterior, por 0,16ºC.

Os cientistas do clima dizem que a tendência de aumento do aquecimento é impulsionada pela queima de combustíveis fósseis, que emitem os gases de efeito estufa que aprisionam o calor ao redor da Terra.

A tendência recorde de calor foi exacerbada pelo fenômeno climático El Niño, que impulsionou o aumento da temperatura no Pacífico em torno do equador no primeiro semestre deste ano.

A temperatura média global de agosto de 2016 nas superfícies terrestres e oceânicas foi 0,9ºC acima da média do século XX, de 15,6ºC, disse a NOAA.

"Esta foi a mais alta (temperatura) para agosto nos registros de 1880 a 2016, superando o recorde anterior estabelecido em 2015", disse a agência do governo.

Uma análise separada emitida pelo Instituto Goddard para Estudos Espaciais da Nasa em 12 de setembro revelou que agosto passado empatou com julho no recorde de mês mais quente da era moderna.

Outro indicador preocupante para o planeta, o gelo marinho no Ártico continuou a recuar.

A superfície de gelo no Ártico em agosto foi 23,1% ou 1,6 milhão de km2 inferior à média de 1981 a 2010, indicou a NOAA.

Trata-se da quarta menor superfície da camada ártica registrada em um mês de agosto desde 1979, quando começaram as observações por satélite.

Segundo pesquisadores, o oceano Ártico pode chegar a ficar livre de gelo durante o verão até 2030, o que poderia afetar as correntes oceânicas e impactar a meteorologia mais ao sul.

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