Insegurança

Assaltos a postos de combustíveis crescem 139% em Caxias do Sul

Apesar de contar com o apoio da BM em ações específicas, empresários dos setor afirmam que a situação é preocupante

Por: Kamila Mendes
23/09/2016 - 06h06min | Atualizada em 23/09/2016 - 06h06min
Assaltos a postos de combustíveis crescem 139% em Caxias do Sul Roni Rigon/Agencia RBS
De janeiro a agosto, a Brigada Militar somou 79 assaltos na cidade Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Poucos crimes aumentaram tanto em Caxias do Sul quanto o de roubo a postos de combustíveis. Com mais dois assaltos registrados na noite de quarta-feira, nos bairros Santa Catarina e Fátima, o número de ataques neste ano já é 139,9% superior aos primeiros oito meses do ano passado. De janeiro a agosto, a Brigada Militar somou 79 assaltos na cidade. No mesmo período de 2015, foram apenas 33 casos, e em todo o ano passado, ocorreram 66 ataques. Até agora, abril foi o mês com mais casos: 22. 

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Apesar de contar com o apoio da BM em ações específicas, empresários dos setor afirmam que a situação é preocupante. Há 30 anos, Delmar Perizzollo, 63, possui um posto de combustíveis no bairro Cruzeiro. Na metade deste ano, após mais um assalto, ele viu na segurança privada a única forma de tentar proteger o seu estabelecimento. 

— Infelizmente, a gente convive com essa onda de insegurança geral. Hoje, estamos sempre em alerta, pois já não sei mais se quem vai entrar na minha loja é cliente ou bandido. Coloquei segurança e câmeras, mas eles (os criminosos) não têm medo de nada. O que sinto é que a qualquer hora vamos ser vítimas novamente — conta Perizzollo. 

Para Luiz Martiningui, presidente do sindicato que representa os postos de combustíveis na Serra (Sindipetro), a categoria tenta unir forçar para minimizar a situação. Entretanto, falta o governo fazer a sua parte e investir mais em segurança.

— A realidade é que os postos de combustíveis estão cada vez mais vulneráveis. É óbvio que as ações da polícia surtem efeito, só que falta mais apoio de todas as esferas do governo (federal, estadual e municipal) para que seja possível combater esse crime — afirma Martiningui.

Segundo o delegado Guilherme Gerhardt, do 3º Distrito Policial de Caxias, há 90 dias a Polícia Civil trabalha na identificação de suspeitos dos ataques. A investigação está em fase final. 

— A gente tem trabalhado firme para reduzir esse número, mas esbarramos no mesmo problema de sempre: o retrabalho. Muitos dos suspeitos que eu solicitei a prisão preventiva, possuem uma ficha com vários outros antecedentes criminais. É até desestimulante — resume ele.

EVOLUÇÃO DOS ATAQUES

Período  -   2015  -  2016
Janeiro        2              8
Fevereiro    3              4
Março          5             10
Abril            8             22
Maio            3             10
Junho         5              12
Julho          2              10
Agosto       5               3
Total         33            79

 
 
 
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