Nações Unidas

Evo Morales critica OEA na Assembleia Geral da ONU

21/09/2016 - 21h31min

O presidente da Bolívia, Evo Morales, atacou a Organização dos Estados Americanos (OEA) energicamente, nesta quarta-feira (21), durante a Assembleia Geral da ONU, e sugeriu que, se a entidade não representa seus Estados-membros, será melhor que "deixe de existir".

De acordo com Morales, a OEA deve ser uma "representação genuína" dos países do continente, e não "uma agência porta-voz dos interesses dos Estados Unidos. Não precisamos de um capataz do império para controlar nosso povo".

Por isso, disse o presidente boliviano, "se a OEA não representa, nem respeita a soberania de seus Estados-membros, é melhor que deixe de existir".

Morales expressou também a "enorme preocupação e rejeição" às "ações do secretário-geral" da OEA, o uruguaio Luis Almagro.

Em seu discurso, Morales não mencionou especificamente a origem das divergências com Almagro, mas o distanciamento foi provocado pela decisão do secretário-geral da OEA de invocar a Carta Democrática Interamericana no caso da Venezuela.

Em 31 de agosto, a representação da Bolívia na OEA divulgou uma carta de Morales, criticando Almagro asperamente por considerar que o diplomata uruguaio atuava, de maneira arbitrária, violando as normas da organização.

Nessa carta, Morales diz que Almagro "vem atuando arbitrariamente sem qualquer ordem dos Estados", em uma atitude que "desconhece o papel e a soberania dos Estados-membros".

Almagro - acrescenta a carta - decidiu aplicar a Carta Democrática "sem a autorização de nossos governos".

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