Justiça Eleitoral

Decisão sobre suposto comitê clandestino de Melo sai até segunda-feira

Denúncia protocolada pela campanha de Nelson Marchezan Júnior (PSDB) está sendo analisadas pela 113ª Zona Eleitoral

Por: Fábio Schaffner
19/10/2016 - 16h35min | Atualizada em 19/10/2016 - 16h35min

Até a próxima segunda-feira o juiz Roberto Carvalho Fraga, da 113ª Zona Eleitoral, espera ter uma decisão sobre a existência de um suposto comitê clandestino de Sebastião Melo, no Centro da Capital. No sábado, ele havia expedido uma ordem judicial para averiguação do imóvel, que pertencente ao PMDB. Conforme denúncia da equipe de Nelson Marchezan Júnior (PSDB), no local "há constante movimentação de cabos eleitorais, coordenadores de campanha, veículos e materiais de propaganda, sem qualquer declaração à Justiça Eleitoral".

— A oficial de Justiça já certificou de forma objetiva o que foi averiguado. Vou abrir vista ao Ministério Público e acredito que no máximo até a segunda-feira devo ter uma decisão. Essas questões eleitorais precisam ser resolvidas rapidamente — afirmou Fraga.

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O juiz pediu uma complementação de informações e cedeu o processo, por 48 horas, ao PSDB. Esse prazo se encerra no final da tarde desta quarta-feira. Tão logo os autos sejam devolvidos, serão remetidos ao Ministério Público para que o promotor Heriberto Ross Maciel apresente suas conclusões.
— Vou examinar o material e, a partir daí, formar minha convicção — disse Maciel.

O cumprimento da determinação judicial provocou uma celeuma entre as equipes de Melo e Marchezan. Logo após a ordem ser cumprida, peemedebistas divulgaram uma nota de repúdio, acusando integrantes da campanha tucana de invadirem ilegalmente o prédio. 

De acordo com a nota, uma advogada e um fotógrafo de Marchezan teriam ingressado no imóvel, tirado fotografias e manuseado documentos, "agindo de maneira afrontosamente ilegal" e "com clara intenção de violar a privacidade com objetivos eleitorais".

A ZH, o juiz Roberto Fraga confirmou a presença da advogada tucana no momento da averiguação e afirmou não haver irregularidade. Segundo ele, é prerrogativa do advogado do autor da ação acompanhar as diligências. O fotógrafo também teria sido visto nas redondezas do prédio, situado na Rua Riachuelo, "mas, num primeiro momento, não teria entrado", diz Fraga.

— Vou aguardar todas as manifestações e decidir no final — concluiu o juiz. 

 
 
 
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