Criminalidade

"Era uma guria do bem, não queria violência", lamenta irmão de jovem morta em Caxias

Lílian Cassini, 21 anos, foi assassinada a tiros ao lado de Jonas Almeida de Mello, 26

Por: Pioneiro
18/10/2016 - 10h30min | Atualizada em 18/10/2016 - 14h34min
"Era uma guria do bem, não queria violência", lamenta irmão de jovem morta em Caxias Facebook/Reprodução
Jovem era comissária de bordo e morava no bairro Planalto Foto: Facebook / Reprodução

A família de Lílian Cassini, 21 anos, ainda tenta compreender a morte da jovem, assassinada a tiros na noite de segunda-feira em Caxias do Sul. Ela estava em um carro com Jonas Almeida de Mello, 26, que também morreu e seria o alvo dos criminosos. Foram disparados mais de 40 tiros. Pouco depois, houve confronto com a polícia e quatro bandidos morreram.

Leia mais
Com 20 mortes, mês de outubro é o mais violento do ano
"É um cenário cinematográfico", diz oficial da BM sobre confronto em Caxias
"Estavam bem armados e com a certeza do que iriam fazer", diz delegado sobre duplo homicídio em Caxias
Seis pessoas são mortas em menos de uma hora em Caxias do Sul 

Lílian era comissária de bordo da Azul Linhas Aéreas Brasileiras. Como enfrentava problemas de saúde, a jovem estava permanentemente em Caxias. Ela morava sozinha em uma casa no bairro Planalto, com os cães Tico e Bolt.

A família não soube informar a ligação da moça com o rapaz. Antes do crime, Lílian e Mello teriam ido comer xis. Quando eles estacionaram o Corsa na Rua Antônio Benevenuto de Marchi, no Planalto, sofreram uma emboscada. O rapaz possuía antecedentes criminais por tráfico de drogas, roubo de veículo e porte ilegal de arma de fogo.

Ação ocorreu na noite de segunda-feira. Foram disparados cerca de 40 tiros Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

— Acreditamos que ela estava no lugar errado, na hora errada e com a pessoa errada — lamenta o irmão Claudio Cassini, 34.

Lílian era muito apegada à mãe, que vive em Fazenda Souza mas passava bastante tempo com a filha. A jovem tinha diversos grupos de amigos e gostava muito de sair. Ela era a caçula de quatro irmãos.

— Era uma guria do bem, que não queria violência, nada disso — recorda Cláudio.

Até as 10h desta terça-feira, não havia confirmação de onde devem ocorrer velório e sepultamento de Lílian.

— A vida dela estava boa, estava tudo certo, ela não tinha envolvimento com nada que complicasse. Vi ela crescer, nunca deu problema em casa. Não sabemos o que aconteceu — diz a prima Tatiane Cassini, 35.

A ação que resultou nas mortes de Lílian e Mello foi seguida por um confronto entre criminosos e a Brigada Militar. O bando, que estava em um HB20, foi perseguido pela polícia e acabou emboscado na Rua João Pedrinho Pistorello, na Vila Ipiranga.

Quatro bandidos morreram e um acabou ferido. Três mortos foram identificados: Eduardo de Jesus, 19, Eduardo Mascarello, 23, e Rodrigo Pavan, 34 — um quarto morto não havia sido identificado oficialmente até a metade da manhã desta terça-feira.

Com o bando, foram apreendidas duas espingardas calibre 12, uma submetralhadora, duas pistolas (calibres .45 e .380) e um revólver .38.

As mortes são investigadas pela Polícia Civil.

 
 
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.