Crime nos EUA 

Gaúcho morto na Flórida andava de bicicleta quando foi atacado 

Natural de Novo Hamburgo, Roger Thomé Trindade morava nos Estados Unidos há 10 meses 

17/10/2016 - 14h41min | Atualizada em 17/10/2016 - 20h30min

A família de Roger Thomé Trindade, 15 anos, ainda tenta entender o que motivou um grupo de jovens a espancar o adolescente, natural de Novo Hamburgo, até a morte em um parque na cidade de Winter Park, na Flórida, no último sábado.

Conforme a prima da vítima, Ana Luiza Thomé, 21 anos, Roger andava de bicicleta na avenida Park Ave, próximo ao Central Park, durante a noite, onde iria se encontrar com amigos, quando foi atacado:

— Logo que ele chegou no parque, umas pessoas chegaram perto, não sei se eram amigos ou não, e jogaram um spray nele. O Roger, então, caiu da bicicleta e essas pessoas foram pra cima dele, começaram a bater. Não dá pra entender, ele não tinha nenhuma inimizade.

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Machucado gravemente, o adolescente foi socorrido mas não resistiu aos ferimentos e morreu na noite de domingo, em um hospital da região. Conforme Ana Luiza, que também mora nos Estados Unidos, o adolescente havia se mudado para o país em janeiro, junto com pais, e se adaptou bem à nova vida:

— O pai do Roger foi transferido no trabalho para lá, e o meu primo estava muito feliz. Ele era um menino muito calmo, estudioso, que sempre gostava de estar com os amigos, e estava se adaptando super bem, já havia feito amizades bem rapidamente.

Ainda segundo Ana Luiza, a família comemorava a mudança justamente por se sentir mais segura nos Estados Unidos.

— Claro que pode acontecer em qualquer lugar, mas é muito complicado pensar que eles foram esperando uma vida com mais segurança, e acontece uma coisa dessas — lamentou.

Pelo Facebook, a irmã de Roger, Laura Thomé Koch, confirmou a morte de Roger e prestou uma homenagem ao adolescente.

A polícia de Winter Park divulgou uma nota na manhã desta segunda-feira afirmando que oficiais foram chamados pouco antes das 22h de sábado devido a uma "briga entre jovens", e que investiga o caso. Não foram divulgadas informações sobre o que teria motivado o ataque.

Procurado, o Ministério das Relações Exteriores informou que o Consulado do Brasil em Miami "acompanha o caso junto às autoridades locais e está prestando toda a assistência consular cabível à família do menor". "Por questões de privacidade, o Itamaraty não fornece maiores informações sobre brasileiros que recebem assistência consular no Exterior", diz o ministério em nota.

 
 
 
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