Entrevista

Adelino Colombo faz balanço de 2016: "Foi o pior ano da minha vida" 

Fundador da Lojas Colombo faz balanço do ano e previsões para 2017 

10/01/2017 - 10h30min | Atualizada em 10/01/2017 - 15h28min
Adelino Colombo faz balanço de 2016: "Foi o pior ano da minha vida"  Bruno Alencastro/Agencia RBS
Empresário lamentou ter que demitir trabalhadores e fechar lojas em Porto Alegre Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS  

Dono de uma das maiores redes de varejo do país, Adelino Colombo classificou a crise atual como a pior que já vivenciou em quase 70 anos de trabalho. O empresário, que começou como balconista de um comércio de secos e molhados e foi um dos pioneiros a vender televisores na região da Serra gaúcha, lamentou ter que demitir trabalhadores e fechar lojas, como a do BarraShoppingSul, em Porto Alegre. As informações são da Gaúcha Serra.

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Em entrevista ao programa Serra de Negócios, da Rádio Gaúcha, Colombo disse que esta é a pior recessão que atravessa, por uma conjunção de fatores econômicos atrelados à política, à falta de confiança e à imprevisibilidade do fim dela.

— Demitir trabalhadores mais chegados, mais antigos, por conta de salários, foi a pior coisa que passei na minha vida. 2016 foi o pior ano da minha vida — desabafou o empresário.

No entanto, ele disse que as Lojas Colombo conseguiram fechar o ano com faturamento positivo – embora não tenha revelado números – e com planos de abrir duas novas lojas no Estado: em Santa Maria e Rosário do Sul.

— Passei por muitos soluços, crises, e o país tem muito potencial, mas é mal administrado. Esperávamos uma melhora em 2016 e foi um fracasso. Mas piorar não dá em 2017, porque chegamos em um ponto em que a economia tem que se mexer — defende o empresário de 86 anos.

Sobre sucessão, Colombo disse que está preparando dois netos para assumir o negócio, mas garante que só vai se aposentar quando morrer. Ele vai todos os dias ao Centro Administrativo de Farroupilha e não sossega nem nas férias. Ele atendeu a Rádio Gaúcha por telefone, enquanto estava na praia.

— Ficar aqui (na praia) é um sacrifício. Estou louco para chegar em casa e voltar ao trabalho — afirmou.

 
 
 
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