Greve dos médicos

Greve dos médicos tem 70% de adesão e prejudica atendimentos em Bento Gonçalves

Greve dos médicos entra no segundo dia nesta quinta-feira. Motivo é o atraso no pagamento de salários 

12/01/2017 - 11h46min | Atualizada em 12/01/2017 - 11h46min
Greve dos médicos tem 70% de adesão e prejudica atendimentos em Bento Gonçalves Prefeitura de Bento Gonçalves/Divulgação
Na UPA, apenas os casos de urgência e emergência são atendidos Foto: Prefeitura de Bento Gonçalves / Divulgação  

A adesão à greve dos médicos terceirizados que atuam na rede municipal de saúde de Bento Gonçalves chega a 70%, conforme a prefeitura. Com isso, as consultas estão suspensas em quase todos os postos de saúde. Na UPA, apenas os casos de urgência e emergência são atendidos. O funcionamento é mantido pelo sistema de rodízio dos médicos. A greve ocorre em função do atraso no pagamento de salários dos profissionais contratados pela Fundação Araucária, que é terceirizada pela prefeitura para fornecer funcionários que atuam na rede pública. As informações são da Gaúcha Serra.

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Segundo a Secretaria Municipal de Finanças, 1,3 milhões devem ser pagos à empresa até a sexta-feira. O presidente da Fundação Araucária, Elmo Centenaro, afirma que esse valor vai possibilitar o pagamento integral da folha de janeiro para todos os contratados, inclusive os médicos. Porém, segundo ele, o recurso não deve ser suficiente para quitar o 13º salário de forma integral, o que também motiva o movimento grevista. 

O secretário municipal da Saúde, Diogo Siqueira, diz que existe a expectativa de conseguir fazer um repasse maior à fundação nos próximos dias e, com isso, normalizar o atendimento. Mas não existe uma data para isso. Para os próximos meses, o objetivo é adequar o número de funcionários conforme a capacidade de pagamento e de forma a garantir o atendimento. 

A dificuldade para manter o pagamento regular à Fundação Araucária está ligada a atrasos nos repasses do Estado. Conforme a prefeitura, a dívida do governo estadual é atualmente de cerca de R$ 6 milhões. A administração municipal também tenta conseguir com a União o repasse retroativo ao período que a UPA funcionou sem o credenciamento do Ministério da Saúde, entre junho de 2015 e outubro de 2016.

 
 
 
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