Reforço federal 

Ministro da Justiça diz que enviará homens da Força Nacional ao Amazonas e a Roraima 

Segundo Alexandre de Moraes, as tropas com 200 agentes serão mandadas ainda na madrugada desta terça-feira 

Por: Agência Brasil
09/01/2017 - 22h46min | Atualizada em 09/01/2017 - 23h34min
Ministro da Justiça diz que enviará homens da Força Nacional ao Amazonas e a Roraima  Humberto Pradera/MJ/
Foto: Humberto Pradera/MJ  

Após dois massacres que causaram a morte de quase cem detentos em menos de uma semana, tropas da Força Nacional de Segurança serão enviadas aos Estados de Amazonas e Roraima, por meio de aviões da Força Aérea Brasileira, ainda na madrugada desta terça-feira, conforme explicou o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, na noite desta segunda-feira. Os 200 integrantes — cem para cada Estado —  vão agir para reforçar o trabalho dos agentes penitenciários locais. 

— Estamos deslocando entre hoje e amanhã, na madrugada, pela FAB (Força Aérea Brasileira), os homens e todo o equipamento de armamento e viaturas. Os homens vão realizar policiamento, apoio nos bloqueios e apoio no perímetro das penitenciárias — afirmou. 

Leia mais:
Prefeitos de Rolante e Riozinho ganham aceno de liberação de recursos
Governo de Roraima pede ajuda federal e secretário fala em "herança maldita"
PCC exigiu saída de rivais de presídio em Roraima, apontam investigações

 Moraes enfatizou, porém, que a Força Nacional não fará a segurança dentro das penitenciárias.  Os agentes vão trabalhar no entorno dos presídios, auxiliando para evitar fugas, recapturar fugitivos, realizar escoltas e movimentar presos no deslocamento até tribunais ou outros locais

— Nenhum pedido para a Força Nacional agir como agente penitenciário será deferido. Isso é ilegal pela lei que criou a Força Nacional. Ela é composta de policiais militares e há uma unanimidade, independente de ideologia, de que quem prende não deve cuidar. Isso é uma contingência legal —explicou.

 A governadora de Roraima, Suely Campos, havia pedido ao Ministério da Justiça o apoio da Força Nacional para atuar "no controle da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo". 

Na última sexta-feira, um confronto entre detentos deixou 33 mortos na unidade. O contingente de policiais será enviado, mas não para este fim. 

— O apoio às barreiras, recaptura de presos, escolta de presos para irem ao fórum ou em transferências; isso a Força Nacional pode fazer. E foi definido tanto para Roraima, quanto para o Amazonas — explicou Moraes em coletiva na noite desta segunda-feira.

 O governo do Amazonas, além de homens da Força Nacional, pediu o auxílio de um helicóptero para a busca dos presos que fugiram no início de janeiro, após rebelião que matou 56 homens no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Roraima também pediu o envio de mais armamentos.

 Pedidos de outros estados

 O ministro também destacou o pedido de ajuda de outros cinco estados: Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Acre, Tocantins e Rondônia solicitaram outros tipos de apoio. Rondônia solicitou equipamentos e armas, além de apoio em transferências de presos, ainda em fase de análise pelo Poder Judiciário.

 O estado do Acre pediu apoio na transferência de 15 presos, já autorizada pela Justiça. Mato Grosso do Sul também pediu apoio para transferir presos. Mas dos 22 que o estado pretende transferir, apenas sete já foram autorizados pela Justiça. O ministério aguarda a situação dos demais. Mato Grosso, por sua vez, solicitou armamentos e equipamentos. Tocantins receberá do ministério mais de 1,3 mil coletes balísticos masculinos.

 Além disso, os Estados do Acre e Roraima também solicitaram ao ministro a aplicação de parte da verba recém recebida, R$ 32 milhões cada, para ampliar presídios. Os pedidos, disse Moraes, foram atendidos, uma vez que o dinheiro foi enviado para ampliar vagas de presos, seja construindo novas casas prisionais, seja ampliando já existentes.

*Agência Brasil




 
 
 
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.