Em investigação

Rapaz diz ter sido agredido em abordagem da Brigada Militar de Torres

Guilherme da Silva Almeida relata que foi atingido com um soco no rosto e outro nas costas

Por: Pioneiro
12/01/2017 - 13h19min | Atualizada em 12/01/2017 - 13h34min

Um morador de Caxias do Sul diz ter sido agredido por um policial militar durante uma abordagem em Torres, no Litoral Norte. O fato teria ocorrido na noite de 28 de dezembro e foi registrado na Polícia Civil. Guilherme da Silva Almeida, 21 anos, relatou na delegacia que andava de skate pela Avenida Beira-Mar quando o equipamento escapou de seus pés e rodou até a rua em frente a um Stilo branco. O rapaz fez sinal para o motorista parar, porém, o condutor teria demonstrado a intenção de tocar o carro para cima do skatista.

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Almeida diz ter feito um sinal de calma e foi pegar o skate. Quando o skatista tentou deixar o local, o motorista teria avançado com o veículo e o rapaz precisou esquivar para não ser atingido. No movimento, Guilherme alega ter acertado um tapa no capô do Stilo. O condutor ficou indignado e desembarcou com uma arma em punho. O homem apontava e ameaçava para o jovem, que se afastou indo em direção ao grupo de amigos.

O motorista retornou para o seu carro e teria seguido o rapaz, até que uma viatura da Brigada Militar chegou. Quatro brigadianos fardados desceram e conversaram com o condutor do Stilo. O homem apontou Almeida para os policiais, que abordaram o jovem e o levaram até uma parede. O skatista teria levado um soco nas costas e outro no rosto, o que lhe deixou com um olho roxo e provocou sangramento pelo nariz.

— Este motorista afirmou que era policial. Os colegas dele já chegaram me agredindo, não tive nem chance de reação ou falar algo. Este policial à paisana ficou o tempo inteiro me ameaçando — lembra Almeida.

Para se defender, o rapaz afirmou que era filho de brigadiano (o pai dele é bombeiro). As agressões cessaram e os PMs começaram a preencher um documento com os dados do skatista. Almeida foi obrigado a assinar o papel antes de ser liberado. Após, o rapaz procurou atendimento médico e a Polícia Civil.

— Estou decepcionada. Não pediram antecedentes nem nada. Já chegaram agredindo o meu filho. Depois, não o levaram para a delegacia e ainda omitiram socorro. Deixaram o meu filho ensanguentado, com o nariz quebrado, na rua — reclama a mãe Dione Rodrigues da Silva.

A reportagem entrou em contato com o 2º Batalhão de Policiamento de Áreas Turísticas (2º BPAT), em Torres, que ficou de dar uma resposta sobre a denúncia caso fosse interesse do comando.

 
 
 
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