Investigação

Polícia diz que quatro espancaram homem por supostamente pisar em gato em Caxias do Sul

Crime foi tipificado como lesão corporal seguida de morte

Por: Leonardo Lopes
13/02/2017 - 19h26min | Atualizada em 13/02/2017 - 19h26min

A Polícia Civil de Caxias do Sul concluiu que a morte de Ramiro Teodoro Wolff, 51 anos, espancado supostamente por ter pisado em um gato, não se trata de um assassinato. Para o delegado Rodrigo Kegler Duarte, chefe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, as primeiras diligências apontam que os agressores não tinham a intenção de matá-lo. Assim, o caso pode ser tipificado como lesão corporal seguida de morte, que tem pena de quatro a 12 anos. Homicídio, por sua vez, tem pena de seis a 20 anos de prisão.

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A conclusão é baseada no depoimento dos familiares da vítima. Naquela noite, Wolff voltou para casa caminhando e reclamou de dores, porém não disse os motivos e não quis procurar atendimento médico.

— As agressões tiveram a intenção de machucar, mas não de matar a vítima. Faz parte da análise do tipo penal e, no caso, não existe dolo em relação à morte. Ao entendermos que é um caso de lesão corporal, o inquérito é automaticamente remetido ao distrito responsável. Mas as apurações ainda não foram esgotadas — ressalta o delegado Duarte.

Entre as diligências necessárias, está a confirmação da identificação dos suspeitos. A investigação da Delegacia de Homicídios aponta para a participação de quatro agressores, sendo dois adolescentes. No início, a suspeita era de que apenas duas pessoas haviam participado do espancamento. Ainda é aguardado o resultado da necropsia para determinar a causa da morte — os primeiros indícios sugerem politraumatismo.

A motivação é outra questão que não está esclarecida. A primeira versão, que não está descartada, é que a desavença iniciou por Wolff ter pisado, acidentalmente, em um gato. A história foi contada pela vítima a médica que o atendeu.

As agressões teriam ocorrido no dia 20 de janeiro. Wolff morreu uma semana depois no Hospital Geral. Ele era morador do bairro Floresta e vivia de biscates. De acordo com familiares, o espancamento ocorreu na Rua Eleutério Roncada, perto da casa onde ele morava.

A investigação foi repassada para o 1º Distrito Policial (1º DP).

 
 
 
 
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