Planalto

Temer nega censura e afirma compromisso com liberdade de imprensa

Justiça Federal em Brasília proibiu veículos de divulgarem informações sobre a tentativa de um hacker de chantagear a primeira-dama, sob pena de multa de R$ 50 mil

Por: Estadão Conteúdo
14/02/2017 - 22h44min | Atualizada em 14/02/2017 - 22h44min

O presidente Michel Temer, por meio do porta-voz Alexandre Parola, contestou nesta terça-feira, interpretação de que o governo censurou a imprensa no episódio envolvendo a primeira-dama, Marcela Temer. A pedido da defesa de Marcela, a Justiça Federal em Brasília proibiu veículos de divulgarem informações sobre a tentativa de um hacker de chantagear a primeira-dama, sob pena de multa de R$ 50 mil.

Leia mais:
Entidades criticam decisão que tira do ar reportagem sobre chantagem a Marcela Temer
Juiz veta reportagem sobre chantagem a Marcela Temer

"Em assunto diverso, o presidente da República notou que no dia de hoje (terça, 14) tentou-se imputar-lhe a pecha de inimigo e censor da imprensa. A vida política, profissional e pública do presidente Michel Temer é reveladora de seu compromisso permanente e inarredável com a defesa e a promoção da necessidade central da liberdade de imprensa para a democracia", disse o porta-voz.

O porta-voz da Presidência citou ainda que o preceito constitucional da intimidade "foi reiterado pela lei que se veio a conhecer como Lei Carolina Dieckmann, a qual jamais foi contestada no que determina".

Parola disse ainda que "estando o caso no Judiciário e observador do princípio da separação de Poderes, o presidente da República aguarda com serenidade a decisão judicial".

A Folha de S.Paulo recorreu da decisão judicial, mas até a publicação deste texto, o Tribunal Regional não havia se manifestado.

*Estadão Conteúdo

 
 
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.