Região Carbonífera

Comunidade instala câmeras em Charqueadas, mas burocracia impede monitoramento

Prefeitura, Câmara de Vereadores e comerciantes pagam R$ 10,8 mil por mês

18/04/2017 - 17h12min | Atualizada em 18/04/2017 - 17h12min
Comunidade instala câmeras em Charqueadas, mas burocracia impede monitoramento Divulgação/Prefeitura Municipal de Charqueadas
Foto: Divulgação / Prefeitura Municipal de Charqueadas  

O município de Charqueadas, na Região Carbonífera, tem oito pontos de monitoramento por câmeras para aumentar a segurança dos moradores. As câmeras estão instaladas desde dezembro do ano passado, a um custo de R$ 10,8 mil por mês, mas a falta de assinatura de um contrato impede o monitoramento 24 horas. As informações são da Rádio Gaúcha.

Comerciantes da região discutem há cerca de dois anos a ideia de espalhar as câmeras pela cidade, com o objetivo de prevenir assaltos e demais tipos de violência. Depois de dois anos de conversa, chegou-se a um acordo: do valor total, a Prefeitura paga R$ 6 mil mensais, a Câmara de Vereadores, R$ 2,5 mil, e os comerciantes pagam o restante. O contrato prevê a locação das câmeras por 24 meses – até dezembro de 2018.

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Apesar de haver uma central de monitoramento, as imagens gravadas só são vistas e analisadas depois que acontece algum caso de violência. O motivo é que ainda não foi assinado um contrato com o Governo do Estado, que prevê o monitoramento 24 horas feito pela Brigada Militar. Neste caso, as câmeras poderiam ser utilizadas de forma preventiva.  

O secretário municipal de Administração, André Souza, afirma que entregou o documento ao Governo ainda em dezembro de 2016, mas foi informado recentemente que deveria ser feito um outro tipo de contrato. 

— Com essa crise na segurança pública, a comunidade se reuniu para instalar um equipamento top de linha, mas ele não está sendo usado — lamenta.

Um dos incentivadores da campanha, o presidente da CDL no município, Nairo Delfim, considera inadmissível a demora: 

— Nós constatamos a necessidade das câmeras para melhorar a nossa segurança e fomos atrás dos equipamentos. Mas, atualmente, elas só são usadas quando o fato já aconteceu — lamenta.

A reportagem fez contato com a Secretaria Estadual de Segurança Pública e aguarda retorno.

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*Rádio Gaúcha

 
 
 
 
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