Região Metropolitana

Dono de supermercado é preso em operação que flagrou produtos vencidos em Alvorada

Padaria do estabelecimento foi interditada depois que a polícia encontrou baratas em meio aos pães e aos doces

19/04/2017 - 11h06min | Atualizada em 19/04/2017 - 16h25min

Uma operação da Polícia Civil em parceria com as vigilâncias sanitárias de Alvorada e de Canoas apreendeu na manhã desta quarta-feira aproximadamente meia tonelada de produtos impróprios para o consumo em três supermercados da rede Oliveira, dois deles em Alvorada e um em Canoas. Por causa disso, um sócio-proprietário da rede foi preso em flagrante, por crime contra as relações de consumo.

Entre os produtos impróprios estão itens mofados, estragados, com prazo de validade vencido, sem indicação da procedência e mal acondicionados. Além disso, problemas de higiene foram identificados, como baratas nos alimentos e nas prateleiras. Por causa dos insetos, a padaria do supermercado da rede que fica no bairro Passo do Feijó, em Alvorada, teve a padaria interditada durante a operação. 

— Na padaria, as baratas estavam andando no meio das massas, dos pães e dos doces. Estava muito sujo — afirmou o delegado Rafael Liedtke, que comandou a operação.

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Produto com prazo de validade vencido Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS

Um dos responsáveis pelo estabelecimento, que não foi preso, disse que a empresa "prima pela higiene e que não é praxe ter produtos mal acondicionados". Segundo Lucas Oliveira, o que foi flagrado pela operação "é uma coisa atípica".

— Talvez tenha passado (da validade) alguma coisa, porque são muitos produtos, mas a gente procura cuidar para que isso não aconteça — afirmou.

Ele ainda acrescentou que fará todo o trabalho necessário para retirar (os produtos impróprios) das prateleiras, conforme a fiscalização.

A operação foi realizada depois que a Delegacia do Consumidor recebeu inúmeras denúncias dos produtos fora dos padrões de qualidade na rede, que possui cinco supermercados na Região Metropolitana. 

O proprietário preso não teve o nome divulgado pela polícia e deve ser encaminhado ao Presídio Central. Segundo o delegado, não cabe fiança ao caso. O crime contra as relações de consumo tem pena máxima de cinco anos. 

Policiais fiscalizam a validade e o acondicionamento dos produtos Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS
 
 
 
 
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