Operação Parcheggiare

MP desarticula esquema que desviava R$ 50 mil por mês dos parquímetros de Caxias do Sul

Funcionários da Rek Parking trocavam os registros oficiais dos parquímetros nos horários de maior arrecadação

Por: Pioneiro
19/04/2017 - 17h23min | Atualizada em 19/04/2017 - 17h30min
MP desarticula esquema que desviava R$ 50 mil por mês dos parquímetros de Caxias do Sul Ministério Público/divulgação
Dois funcionários foram presos em flagrante quando trocavam as placas eletrônicas e os cofres dos parquímetros Foto: Ministério Público / divulgação  

O Ministério Público (MP) deflagrou a Operação Parcheggiare para combater o desvio de dinheiro público por funcionários da Rek Parking Empreendimentos, que administra e gerencia o serviço de parquímetros em Caxias do Sul. A investigação, batizada com o termo italiano para estacionar, cumpriu sete mandados de busca e apreensão, na residência dos investigados e na sede da empresa, na tarde desta quarta-feira. Duas pessoas foram presas em flagrante.

A fraude foi denunciada pela Secretaria Municipal de Trânsito. A estimativa da Prefeitura é que o esquema desviava cerca de R$ 50 mil por mês. Os valores ficavam com os funcionários que realizavam a troca do cofre e da placa eletrônica dos parquímetros. Até esta fase da investigação, não há provas sobre a concordância ou participação da empresa no esquema.

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A operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).  Os investigados Andrius Santos do Amaral Guedes e Douglas Anderson Volpato foram presos em flagrante no momento em que arrecadavam o dinheiro que seria desviado dos parquímetros.

Segundo o coordenador do Gaeco Serra, promotor de Justiça Reginaldo Freitas da Silva, os delitos eram praticados pelos funcionários no horário de maior movimentação do estacionamento rotativo. Eles trocavam as placas eletrônicas e os cofres dos parquímetros por outros que não faziam parte do acervo oficial informado pela empresa. Assim, no momento de maior arrecadação pelo estacionamento rotativo, os dados e os pagamentos que eram efetuados pelos usuários não eram contabilizados oficialmente e, consequentemente, não eram repassados ao Município.

 
 
 
 
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