Infraestrutura

Padilha frustra expectativa por recursos para duplicação da BR-116

Liberação de verba para duplicação, pedida por prefeitos gaúchos que estão em Brasília, foi considerada difícil pelo ministro da Casa Civil

Por: Matheus Schuch/RBS Brasília
12/09/2017 - 22h05min | Atualizada em 12/09/2017 - 22h09min
Padilha frustra expectativa por recursos para duplicação da BR-116 Anderson Fetter/Agencia RBS
Foto: Anderson Fetter / Agencia RBS  
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Em um périplo por Brasília em busca de recursos para a BR-116, prefeitos da zona sul do Estado receberam notícias pouco animadoras. A primeira reunião da comitiva ocorreu na Casa Civil, ontem à noite. O ministro Eliseu Padilha reconheceu a importância da obra e prometeu contribuir com a mobilização política, mas expôs as limitações do orçamento.

— O ministro foi muito claro e sincero, nos deu uma perspectiva de conseguir algum aumento de orçamento este ano, mas este recurso será disputado pelo Brasil inteiro. A grande luta ainda é sobre o orçamento de 2018 — explicou a prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas (PSDB).

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Ao todo, 10 chefes de Executivos municipais e vices viajaram a Brasília para pressionar pela liberação de dinheiro para a obra.  No encontro com Padilha, também compareceram cinco integrantes da bancada gaúcha no Congresso. Hoje, a comitiva tem reunião no Ministério dos Transportes, e ainda tenta fechar agenda no Ministério do Planejamento.

Pretensão é garantir R$ 300 milhões anuais

Iniciada em 2012, a duplicação da BR-116 tinha previsão de ser finalizada em 2015, mas segue até hoje em ritmo lento e sem prazo para acabar. A obra foi orçada em pouco mais de R$ 1 bilhão. Cálculos atualizados indicam que ainda seriam necessários em torno de R$ 650 milhões para a conclusão.

Para o ano que vem, a bancada gaúcha na Câmara se comprometeu a destinar entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões para o empreendimento por meio de emendas impositivas. A tentativa, agora, é ampliar a parcela do governo federal, que atualmente reserva R$ 65 milhões para a BR-116 e o contorno de Pelotas.

— O que a União está prevendo é muito pouco, nós temos uma meta de chegar a R$ 300 milhões por ano (incluindo as emendas impositivas), para conseguirmos chegar perto de finalizar a duplicação em 2019 — explicou o deputado federal Afonso Hamm (PP), que acompanha a comitiva de prefeitos em Brasília.

Segundo dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a obra da BR-116, entre Guaíba e Pelotas, está 60% concluída. Mas a construção evoluiu de forma descontínua, o que impede a liberação dos trechos novos. Além do prejuízo econômico, os prefeitos estão preocupados com os acidentes de trânsito.

— Pela BR-116, passam 75% da economia do Rio Grande, e para a nossa região, onde dependemos principalmente do setor do agronegócio, isso representa perdas imensuráveis. Sem falar que a região clama por esta duplicação em razão das perdas de vidas — ressaltou o presidente da Associação dos Municípios da Zona Sul e prefeito de Jaguarão, Favio Telis.

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