Segurança Pública

Polícia apreende celulares usados para compartilhar informações sobre blitze em Vacaria

Pelo menos dois grupos com mais de cem membros foram identificados na cidade

15/09/2017 - 12h08min | Atualizada em 15/09/2017 - 12h08min

 

Celulares apreendidos em Vacaria nesta sexta-feira (15)Foto: Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil apreendeu cinco celulares utilizados para compartilhar informações sobre blitze em Vacaria através de grupos de aplicativo de troca de mensagens na manhã desta sexta-feira (15). Os aparelhos foram apreendidos por volta das 7h30min nas casas dos usuários por meio de mandado judicial. Todos os usuários estavam em casa e foram conduzidos à delegacia de Vacaria, onde prestaram depoimento pela manhã.

Conforme o delegado regional de Vacaria, Carlos Alberto Defaveri, a polícia tinha conhecimento, há cerca de alguns meses, dessa prática, que vinha atrapalhando operações na cidade. Em um dos casos, uma blitz que visava a prisão de um assaltante de bancos foragido foi frustrada. O entendimento da polícia é de que possa ter sido por conta do compartilhamento de informações por celular.

A polícia identificou dois grupos com mais de cem membros em Vacaria. Há cerca de 15 dias, a equipe de investigação apreendeu um celular, com autorização judicial, de uma das pessoas que compartilhavam informações. A partir dessa apreensão, a polícia chegou aos usuários que tiveram os aparelhos apreendidos nesta sexta.

Conforme Defaveri, o compartilhamento de informações sobre ações dos órgãos de segurança é crime previsto no artigo 265 do Código Penal, constituindo atentado contra a segurança. A pena prevista é de um a cinco anos de reclusão. 

O delegado afirma que o perfil dos membros desses grupos é diversificado, não se tratando de integrantes de quadrilhas ou pessoas com histórico de prática de crimes. São, em geral, pessoas que querem evitar blitze em que poderiam ser flagradas por embriaguez ao volante.

A investigação irá continuar em Vacaria e poderá ser prolongada, conforme Defaveri, já que a tendência é que mais pessoas sejam identificadas. Até o momento, a polícia não solicitou mandados de prisão à Justiça. O delegado explica que isso só ocorrerá se for identificado algum fato de maior gravidade envolvendo o compartilhamento de informações sobre ações policiais.

 
 
 
 
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