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TESTE ZH: RODOVIAS LADEIRA ABAIXO

Em trechos que foram devolvidos para o Estado e a União, estradas se deterioram

Letícia Costa e Vanessa Kannenberg
leticia.costa@zerohora.com.br | vanessa.kannenberg@zerohora.com.br

Dez meses se passaram desde que os primeiros polos privados de pedágios foram extintos no Estado e substituídos pela administração da União ou da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). A mudança, que ergueu cancelas e se tornou bandeira do governo Tarso Genro, aliviou o bolso dos motoristas, mas complicou as condições das estradas estaduais e federais e das edificações das praças, que ficaram abandonadas.

Nos meses seguintes à mudança, no ano passado, Zero Hora constatou que metade das rodovias havia piorado. Em uma nova incursão pelos trechos, no começo desta semana, a reportagem percebeu que os problemas novamente se agravaram nas estradas.

Poucas partes recuperadas

No único trecho do Polo de Caxias do Sul em que os motoristas ainda pagam para seguir viagem, estão as piores condições de asfalto e manutenção. Administrado pela EGR, os 46 quilômetros da ERS-122, entre Caxias e Antônio Prado, decaíram em qualidade. Em duas partes da BR-116 repassados à União não houve melhora, mas os problemas estavam aparentemente sendo resolvidos por equipes na rodovia e provocavam bloqueios, para corte de árvores e manutenção do asfalto.

Em três dos 10 trechos percorridos surgiram exemplos positivos, de melhorias das condições do asfalto ou da sinalização. Essas mudanças são notadas por quem trafega pelo antigo polo de Lajeado, no Vale do Taquari. Na região, estradas que vinham se deteriorando dia após dia, como o trecho da RSC-453 entre Venâncio Aires e Lajeado, e a ERS-130 e 129, de Lajeado a Guaporé, mostram sinais dignos de uma ressurreição.

Ainda são poucos quilômetros, mas o recapeamento e o reforço na sinalização melhoraram muito o tráfego - o que torna ainda mais gritante a diferença para os demais pontos que, no máximo, receberam operação tapa-buraco.

(Lidiane Mallmann, Especial)

Avaliação trecho por trecho - Polo de Lajeado

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GALERIA DE FOTOS: CONDIÇÕES DE TRECHOS DAS RODOVIAS VISITADAS NO POLO DE LAJEADO

Avaliação trecho por trecho - Polo de Caxias

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Pedágio abandonado em São Marcos

GALERIA DE FOTOS: CONDIÇÕES DE TRECHOS DAS RODOVIAS VISITADAS NO POLO DE CAXIAS DO SUL

Equipamentos e socorro garantidos por convênios

(Lidiane Mallmann, Especial)

Temido por prefeitos, o convênio para utilização do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e ou do Corpo de Bombeiros no socorro nas estradas administradas pela estatal terá vida longa. A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) tende a renovar o contrato - com validade de dois anos - e, em contrapartida, investir em equipamentos para os órgãos que suprem, no sufoco, às demandas municipais.

Desde março, a EGR diz ter desembolsado R$ 10 milhões para o Samu e para o Corpo de Bombeiros. A estatal assinou o convênio com a Secretaria Estadual da Saúde e repassou R$ 1,7 milhão proveniente das tarifas de pedágio. Os recursos foram destinados à compra de equipamentos para o Samu, como desfibriladores, kits de bolsas para materiais de urgência e medicamentos, como coletes de imobilização e mantas térmicas. Para os bombeiros, que são responsáveis por operações de resgate nos acidentes, a EGR adquiriu, em abril, 31 desencarceradores, por cerca de R$ 1,8 milhão.

Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, Eviltom Pereira Diaz, a EGR também é responsável pelo pregão eletrônico que comprará 31 viaturas, do tipo ambulância de suporte avançado - três veículos usados já foram entregues. O investimento de cerca de R$ 7 milhões não tem data para chegar nas cidades.

O presidente Federação das Associações de Municípios do Estado (Famurs), Valdir Andres, disse que logo depois da mudança, em junho do ano passado, os prefeitos demonstraram uma grande preocupação em oferecer serviços que atendem às cidades, como o Samu, para ocorrências nas rodovias. Até agora, Andres disse que não houve providência que mudasse o quadro de preocupação e critica o acréscimo de encargos aos municípios.

O que diz o Dnit

As empresas que assumiram os contratos (da BR-116 e 386), por meio de licitação, são responsáveis, por dois anos, por serviços de fresagem e substituição asfáltica, capina, limpeza da drenagem, recuperação das defensas e da sinalização vertical. O Dnit investirá cerca de R$ 240 mil por quilômetro. O Dnit precisou aguardar a publicação da portaria que devolveu as rodovias para a autarquia. A publicação ocorreu no dia 12 de março.

O que diz a EGR

As obras na RSC-453, entre Estrela e Garibaldi (administrada desde junho/2013), terão início na próxima semana. A ERS-122, entre Caxias do Sul e Antônio Prado (administrada desde junho/2013), está em obras desde 19 de fevereiro. Foram recuperados os trechos do km 81,4 ao 83; do km 86 ao 89; do km 90 ao 93. O próximo a ser recuperado é entre os km 109 e 114. Mas toda a extensão de
46 quilômetros passará por melhorias do revestimento asfáltico.

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