Norte e noroeste

Aumento nos ataques a ônibus em rodovias gaúchas leva à ampliação de Força-Tarefa

Os chamados "sacoleiros", que fazem compras no Paraguai, são os principais alvos dos bandidos

22/09/2016 - 13h46min | Atualizada em 22/09/2016 - 13h46min
Aumento nos ataques a ônibus em rodovias gaúchas leva à ampliação de Força-Tarefa Cid Martins/Ageência RBS
Secretário da Segurança Cezar Schirmer (segundo da esquerda para direita) e chefe de Polícia, delegado Emerson Wendt (terceiro da esquerda para direita) anunciaram a ampliação Foto: Cid Martins / Ageência RBS

Os ataques a ônibus em rodovias do norte e do noroeste gaúcho aumentaram 25% de janeiro a agosto deste ano em comparação com o mesmo período de 2015. Devido a isso, a Secretaria da Segurança está ampliando a Força-Tarefa contra roubos a coletivos que ocorre na Capital para municípios destas regiões. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira pelo secretário Cezar Schirmer e pelo chefe de Polícia, delegado Emerson Wendt. As informações são da Rádio Gaúcha.

O trabalho será concentrado no distrito policial de Sarandi, o mais próximo da BR-386 (via onde mais houve roubos) e começa na próxima segunda-feira. Os chamados "sacoleiros", que fazem compras no Paraguai, são os principais alvos dos bandidos. Estes atacam principalmente nos municípios de Carazinho, Erechim, Passo Fundo, Cruz Alta, Palmeira das Missões e Soledade.

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Roubos 
De JAN a AGO de 2015 — 108 roubos a coletivos em rodovias da região
De JAN a AGO de 2016 — 135 roubos a coletivos em rodovias da região

Força-Tarefa 

De acordo com o responsável pela ação, delegado Ercílio Carletti, serão até dez policiais atuando e que vão concentrar investigações antigas e novas numa só delegacia. Além de contatos com as empresas, Comando Rodoviário da Brigada Militar e Polícia Rodoviária Federal, serão realizados encontros, identificação de quadrilhas, abordagens e monitoramento em trechos e horários mais perigosos.

— Além da investigação, vamos fazer alertas e, na medida do possível, manter contatos com as outras polícias para monitorarmos trechos mais perigosos, onde ocorrem os saques — destaca o diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), delegado João Goulart.

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*Rádio Gaúcha

 
 
 
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