Violência

Dos nove latrocínios do ano na Capital, apenas dois casos têm suspeitos presos

São três presos em dois crimes neste ano em Porto Alegre

16/03/2017 - 16h22min | Atualizada em 16/03/2017 - 17h56min
Dos nove latrocínios do ano na Capital, apenas dois casos têm suspeitos presos Reprodução/Arquivo Pessoal/Facebook
Gabryel Delgado, 20 anos, foi a última vítima de latrocínio na Capital; ele foi baleado no dia 15 Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal/Facebook  

Dos nove latrocínios – roubos com morte – registrados em Porto Alegre desde o começo de 2017, somente dois casos têm suspeitos presos. Outros sete crimes ainda esbarram na tentativa de identificar o criminoso ou de conseguir cumprir os mandados de prisão. As informações são da Rádio Gaúcha.

Até o momento, três suspeitos foram presos – referentes a dois casos. O levantamento foi realizado pela Rádio Gaúcha junto às delegacias que investigam os assassinatos.

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Um dos casos que já tem um preso é a morte do garçom Altair Bock, durante um roubo a carro na rua São Carlos, no bairro Floresta. O criminoso foi preso em flagrante pela Brigada Militar, no dia seguinte, assaltando outro carro.

Ele já foi indiciado por latrocínio e permanece preso. O comparsa dele, contudo, ainda não foi identificado.

Já a morte de José Carlos Bueno, 58 anos, atacado a facadas em uma emboscada no bairro Belém Velho, na zona sul, teve um casal preso em flagrante pelo crime. Os dois também já foram indiciados.

O primeiro latrocínio do ano na Capital ocorreu no dia 6 de janeiro, na Praça da Matriz, em pleno Centro da cidade. Neste caso, o principal suspeito da morte do senegalês Bassirou Diop, 33 anos, está preso por um outro crime: como não tem provas de envolvimento dele na morte de Diop, a polícia ainda não pediu a prisão por latrocínio.

De acordo com o diretor da Delegacia Regional de Porto Alegre, delegado Eduardo Hartz, a principal dificuldade da investigação de um crime de latrocínio é que a vítima é aleatória e não está relacionada com o criminoso. 

— No homicídio, normalmente existe uma relação da vítima com o criminoso, seja ela relação por ser desafeto, ou mesmo um crime passional ou relação anterior. Já no latrocínio a vítima normalmente é aleatória, o que dificulta a investigação — explica Hartz. 

O diretor ainda afirma que por ser um crime de maior gravidade, é tratado como prioridade nas delegacias distritais. 

Retrato falado de suspeito

O último latrocínio registrado em Porto Alegre foi a morte do estudante Gabryel Machado Delgado, 20 anos, durante um assalto na noite de terça-feira. Ele foi abordado quase na frente de casa, quando chegava ao local com um amigo. O assaltante levaria o celular de Gabryel e acabou atirando contra a cabeça do jovem, de acordo com a polícia, sem que tenha havido reação alguma.

Nesta quinta-feira, a polícia divulgou o retrato falado do suspeito. Quem tiver alguma informação que leve até o criminoso pode denunciar pelo telefone 197, sem necessidade de se identificar.

Como está a investigação de cada caso:

6 de janeiro: Bassirou Diop, 33 anos, senegalês, morreu a facadas durante a madrugada na Praça da Matriz, no Centro. Criminosos tinham o dinheiro dele como objetivo. Um suspeito investigado pela Polícia Civil foi preso pela Brigada Militar por outro crime. A 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (2ª DPHPP) ainda não encaminhou inquérito contra o ladrão por este crime. 

10 de janeiro: Pedro de Freitas Pinto, 49 anos, morto a tiros ao reagir a um assalto a pedestre durante a tarde, na avenida Bento Gonçalves, no bairro Partenon. De acordo com a Polícia Civil, três pessoas participaram do crime. Apenas um foi reconhecido, mas ainda faltam diligências para o delegado Fernando Soares pedir a prisão e encaminhar o inquérito. 

5 de fevereiro: Altair Bock, 33 anos, foi morto durante o roubo do seu carro, na frente de casa, durante a tarde, na Rua São Carlos, no bairro Floresta. Único caso com suspeito indiciado e preso. O bandido foi localizado no dia seguinte pela Brigada Militar, assaltando um veículo. O comparsa dele ainda não foi identificado. 

17 de fevereiro: José Carlos Bueno, 58 anos, foi morto a facadas durante a noite ao ser atraído para uma casa na Estrada do Rincão, no bairro Belém Velho. Criminosos roubaram seu dinheiro. Um casal foi preso em flagrante no dia do crime e já foram indiciados pela 16ª Delegacia de Polícia.

20 de fevereiro: Leo Edson Schwalb, 67 anos, foi morto durante a tarde na Rua Padre Caldas, no bairro Partenon, quando assaltantes tentaram levar a sua caminhonete. Delegado André Mocciaro se limita a dizer que está investigando o caso, mas que ainda não tem suspeito. 

3 de março: Masahiro Hatori, 29 anos, foi morto durante a tarde, na Rua Joaquim Silveira, no bairro São Sebastião, quando criminosos tentavam tomar a mochila dele. Polícia já pediu a prisão temporária de um dos envolvidos. Tenta localizar o criminoso e identificar o comparsa. 

6 de março: Adriano Camargo Martins, 43 anos, foi morto durante a tarde, quando criminosos roubavam um estabelecimento comercial na Galeria Parobé, no Centro. Delegada Cristiane Ramos considera as investigações avançadas e está realizando diligências para pedir a prisão do suspeito. 

7 de março: Moisés Doring Jeske, 33 anos, foi encontrado morto durante a manhã no Parque Chico Mendes, na zona norte de Porto Alegre. Era motorista do Uber e foi morto a facadas. Criminosos levaram o seu carro. Linha de investigação mais forte é latrocínio, mas polícia ainda não identificou suspeitos. 

14 de março: Gabryel Machado Delgado, 20 anos, foi morto com um tiro na cabeça durante a noite na Avenida Pernambuco, na zona norte de Porto Alegre. Criminoso tentava levar o celular dele. Polícia divulgou retrato-falado, a partir de depoimento de testemunha, para tentar identificar. 

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*Rádio Gaúcha

 
 
 
 
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