Vale do Caí

Soldado do Exército que atuava como motorista do Uber é assassinado em Montenegro

Carro que ele usava está desaparecido; polícia trabalha com as hipóteses de latrocínio (roubo com morte) e execução

17/07/2017 - 12h23min | Atualizada em 17/07/2017 - 18h25min
Soldado do Exército que atuava como motorista do Uber é assassinado em Montenegro Arquivo Pessoal/Facebook
Marcelo Gabriel Lisboa Roxo, de 23 anos, passou a madrugada trabalhando no aplicativo Foto: Arquivo Pessoal / Facebook  

Um soldado do Exército, que atuava como motorista do Uber, foi encontrado morto, na noite de domingo (16), em Montenegro, no Vale do Caí. Conforme a Polícia Civil, Marcelo Gabriel Lisboa Roxo, de 23 anos, passou a madrugada trabalhando no aplicativo em São Leopoldo, no Vale do Sinos, e mandou a última mensagem por celular para a namorada por volta das 8h. Depois disso, não entrou mais em contato. As informações são da Rádio Gaúcha.

A família procurou amigos e conhecidos, mas ninguém sabia onde ele estava. Após o dia sem informações, já durante a noite, o dono do Chevrolet Classic usado pelo jovem para trabalhar como motorista do Uber avisou a mãe da vítima que o corpo de uma pessoa com as mesmas características havia sido localizado na área rural de Montenegro. A mãe foi até o local e confirmou a identificação do filho.

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A Polícia Civil apura duas hipóteses: ou que o jovem foi vítima de um latrocínio (roubo com morte) ou de uma execução. A primeira versão parece mais possível aos investigadores, já que o carro sumiu, junto com celular, carteira e outros bens da vítima. Junto ao corpo, o único pertence encontrado foram R$ 200, que estavam escondidos na meia — provavelmente, para que em um assalto não fosse levado todo o dinheiro.

De acordo com a Delegacia de Homicídios de São Leopoldo, que ajuda a Delegacia de Montenegro na investigação, familiares da vítima informaram que ele tinha agendado desde quinta-feira (13) uma viagem com um passageiro no domingo (16) para Maratá, próximo de Montenegro. Os policiais procuram saber quem é essa pessoa que solicitou a viagem, e se ela foi feita pelo aplicativo ou de forma informal.

A vítima servia no 19º Batalhão de Infantaria Motorizada, com sede em São Leopoldo. Conforme o tenente Daniel Ferraz Tavares, oficial de comunicação social do Batalhão, o comando recebeu a informação da morte pela família e vai trabalhar para ajudar na investigação. A informação de que o jovem era motorista do Uber é surpresa para o oficial, que afirma não ser permitida atividade paralela para militares.

A Rádio Gaúcha tenta contato com a empresa de transporte por aplicativos. 

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