Duas Caras

Como quadrilha roubava poupanças de clientes da Caixa

Grupo criminoso contava com a ajuda de um funcionário do banco

Por: Zero Hora
15/09/2017 - 10h27min | Atualizada em 15/09/2017 - 10h44min
Como quadrilha roubava poupanças de clientes da Caixa Reprodução / polícia federal/polícia federal
Foto: Reprodução / polícia federal / polícia federal  

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira (15) uma operação com objetivo de desarticular uma quadrilha que fraudava cartões para furtar dinheiro de contas poupança de clientes da Caixa Econômica Federal.  

A seguir, entenda como funcionava o esquema criminoso desarticulado pela Operação Duas Caras:

— O grupo criminoso contava com ajuda de um funcionário do próprio banco — por isso, o nome da operação é Duas Caras —, que pesquisava e identificava contas poupança de clientes da Caixa com grandes saldos e que não apresentava histórico de retiradas.

— O servidor era Francisco Casamasmo Júnior, que atuava em uma agência em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba e foi transferido para a Paraíba, por isso foi preso em João Pessoa. Segundo a PF, ele repassava essas contas para o líder do grupo criminoso investigado, identificado como Sérgio Rodrigues de Oliveira, preso em Curitiba, assim como sua filha.

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— Com os dados dos clientes em mãos, Oliveira solicitava a elaboração de documentos falsos, complementando os demais dados necessários com outros participantes do grupo, que geralmente possuíam acesso a banco de dados, em razão de suas profissões. 

— Os investigados entravam em contato com a central de cartões da Caixa e, se passando pelos clientes, informavam a (falsa) perda do cartão bancário, fato que gerava um novo envio de cartão. 

— Os novos cartões eram retirados nos centros de distribuição dos Correios com uso de documentos falsos.

— Após, iniciava-se a série de saques nos caixas eletrônicos, compras na modalidade débito e saques e transferências na boca do caixa, até que o dinheiro nas contas se esgotasse ou que o crime fosse descoberto. 

—  A investigação apurou que a quadrilha teria feito ao menos 400 transações financeiras ilícitas, somando cerca de R$ 1,3 milhão. 

— Entre as vítimas estariam aposentados, empresários e um jogador de futebol, segundo apurou a RPC, afiliada da TV Globo.  

 
 
 
 
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