Arquivo X

Suspeito preso pela Lava-Jato em Porto Alegre é executivo da OSX

Investigado será levado para a sede da Polícia Federal em Curitiba

22/09/2016 - 11h07min | Atualizada em 22/09/2016 - 18h50min

Um dos presos pela 34ª fase da Operação Lava-Jato, denominada Arquivo X, é Danilo Souza Baptista. Ele é executivo da construtora OSX e tem outras empresas em seu nome, inclusive uma no bairro Cristal, na Rua Upamoroti.

Ele teve a prisão temporária decretada pelo juiz Sérgio Moro, em princípio por cinco dias. O executivo foi encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba na tarde desta quinta.

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A OSX é dirigida pelo megaempresário Eike Batista, que delatou ter sido pressionado pelo então ministro da Fazenda, Guido Mantega, para doar clandestinamente cerca de R$ 5 milhões ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Conforme o Ministério Público Federal (MPF), Danilo atuou, em nome da OSX, como um dos fraudadores da concorrência que permitiu a essa empreiteira ser integrante do consórcio que construiu as plataformas petrolíferas P-67 e P-70. Elas atuam na exploração do petróleo na camada do Pré-Sal.

O MPF salienta que a OSX não tinha experiência nesse tipo de construção, mas mesmo assim venceu a licitação, num consórcio integrado também pela empreiteira Mendes Júnior.

A licitação teria sido viabilizada mediante propina, paga por meio de empresas (Tecna/Isolux) que foram usadas só para forjar contratos.

Os oito presos na operação Arquivo X são: Guido Mantega (ex-ministro da Fazenda, que teria exigido propina para políticos), Julio Cesar Oliveira Silva, Luiz Eduardo Neto Tachard, Francisco Corrales Kindelan (os três do consórcio de eletricidade Tecna/Isolux, usada para repasses de propina), Danilo Souza Baptista (da construtora OSX), Luiz Eduardo Guimarães Carneiro (da OSX), Ruben Maciel da Costa Val (da Mendes Junior) e Luiz Cláudio Machado Ribeiro (da Mendes Junior).

Contraponto

A defesa do executivo, por meio do advogado José Luiz Borges Germano da Silva, afirmou que Baptista será ouvido na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba na tarde desta sexta-feira.

— O nosso cliente era gerente executivo de integração nas obras das plataformas P-67 e P-70. Ele apenas trabalhou conforme contratos que já tinham sido firmados pelos seus superiores na OSX. Ele vai prestar os devidos esclarecimentos à PF — disse o advogado, que afirmou que a defesa está analisando os documentos do inquérito.

*Zero Hora

 
 
 
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