Disputa

Requião articula "candidatura alternativa" no Senado

Sondagens do senador ocorrem depois que parte da base do PT decidiu não apoiar o atual líder do PMDB na Casa, Eunício Oliveira

Por: Estadão Conteúdo
31/01/2017 - 10h17min | Atualizada em 31/01/2017 - 10h17min
Requião articula "candidatura alternativa" no Senado Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil  

Às vésperas da eleição para a Mesa Diretora, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) procurou integrantes da bancada petista para tentar viabilizar uma candidatura à presidência do Senado. 

As sondagens do peemedebista ocorrem no momento em que os senadores do PT decidiram não apoiar para o cargo o atual líder do PMDB na Casa, Eunício Oliveira (CE), que é favorito ao posto. A eleição no Senado está marcada para a quarta-feira, dia 1º.

Leia mais
Renan articula para manter poder
Deputados vão ao STF para barrar eleição na Câmara e candidatura de Maia
Rogério Rosso anuncia que retomará campanha à presidência da Câmara

Eunício, tratado como o candidato principal do PMDB e com apoio da cúpula do partido, ainda não confirmou a candidatura. Requião, por sua vez, articula uma candidatura alternativa ao da cúpula da legenda, que, por ter a maior bancada, tem o direito de lançar o nome para a sucessão de Renan Calheiros (PMDB-AL).

O senador pelo Paraná tem defendido a divulgação do conteúdo das delações dos 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht antes da eleição das Mesas da Câmara e do Senado. Para Requião, seria um "constrangimento" eleger alguém que futuramente fosse questionado.

A divulgação das delações, se ocorresse, poderia beneficiá-lo, uma vez que Eunício poderia ser enredado na colaboração da Odebrecht — embora citado, não é alvo de inquérito formal no Supremo Tribunal Federal (STF).

O atual líder do PMDB, entretanto, disse que não tem "nenhuma preocupação" com o conteúdo das delações. 

— Ninguém pode impedir que terceiros falem, criem, inventem e até mintam — disse à reportagem.

Senadores do PT — a terceira maior bancada da Casa — reuniram-se nos dois últimos dias para definir o caminho a seguir. Após pressão da base do partido, a bancada rachou. Um grupo defende não apoiar a candidatura de Eunício, que foi a favor do impeachment da presidente da cassada Dilma Rousseff. 

Outro é favorável a fechar com Eunício e garantir um assento na Mesa Diretora, provavelmente a Primeira-Secretaria, linha defendida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um terceiro grupo quer, caso Requião saia candidato, apoiá-lo. 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 
 
 
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.