Informação confirmada pela assessoria

Advogada-geral nega que vá solicitar fim de sigilo da lista de Janot ao STF

Ideia colocada por Michel Temer em jantar realizado na quarta-feira foi de que o levantamento do sigilo seria uma forma de tentar evitar vazamentos seletivos e graduais

Por: Estadão Conteúdo
16/03/2017 - 14h07min | Atualizada em 16/03/2017 - 14h07min
Advogada-geral nega que vá solicitar fim de sigilo da lista de Janot ao STF Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil  

Em conversas informais realizadas nesta quinta-feira, a advogada-geral da União (AGU), Grace Mendonça, ressaltou que a instituição não pretende apresentar nenhum pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja levantado o sigilo da chamada "lista de Janot".

Segundo pessoas próximas à AGU, Grace não aprofundou sobre a questão, mas assegurou que não seria apresentado o pedido ao Supremo. A informação também foi confirmada pela assessoria da AGU.

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A possibilidade de ser apresentado um recurso pela AGU foi colocada pelo presidente Michel Temer em jantar realizado na quarta-feira, no Palácio do Alvorada, com integrantes da bancada do PMDB do Senado. Segundo integrantes do governo, caso fosse feito o pedido pela AGU, ele iria se restringir aos integrantes do Executivo.

A ideia colocada no jantar foi de que o levantamento do sigilo seria uma forma de tentar evitar que ocorram vazamentos seletivos e graduais e que, com isso, haja um desgaste contínuo de integrantes da cúpula do governo.

A reunião com os peemedebistas ocorreu um dia após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentar ao STF nova lista com nomes que deverão ser investigados no âmbito do processo da Lava-Jato. Na ocasião, Janot pediu para investigar ao menos cinco titulares dos 29 ministérios do governo. Entre eles, Eliseu Padilha (Casa Civil); Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), Gilberto Kassab (Comunicações), Bruno Araújo (Cidades) e Aloysio Nunes (Relações Exteriores).

Os números dos políticos investigados e os nomes ainda estão, contudo sob sigilo, mas Janot pediu ao ministro do STF, Edson Fachin, relator do processo, que torne públicos os autos dos inquéritos. Caberá ao ministro dar a palavra final.

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*Estadão Conteúdo

 
 
 
 
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