Insatisfação popular

Temer: protestos contra reforma da Previdência são movimento de natureza política

Presidente pontuou que a reformulação do sistema previdenciário brasileiro é "indispensável" e reconheceu que pode haver mudanças no texto que o governo mandou ao Legislativo

Por: Estadão Conteúdo
17/03/2017 - 14h45min | Atualizada em 17/03/2017 - 14h45min
Temer: protestos contra reforma da Previdência são movimento de natureza política Antonio Cruz / Agência Brasil/Agência Brasil
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil / Agência Brasil  

Dois dias depois de protestos contra a reforma da Previdência serem realizados pelo país, o presidente Michel Temer (PMDB) classificou como de natureza política muitos movimentos que ele disse observar frequentemente. Ele pontuou que a reformulação do sistema previdenciário brasileiro é "indispensável" e reconheceu que pode haver mudanças na proposta que o governo mandou ao Legislativo. Para o presidente, agora o Congresso é "o senhor absoluta da questão" na reforma.

— Eu vejo com frequência que há movimentos de protestos, e são movimentos de natureza política, e não de natureza técnica — afirmou, durante discurso em uma reunião com empresários promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo.

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Ele refutou, ainda, as manifestações que dizem existir superávit previdenciário no país. E disse que é preciso contestar numericamente e "argumentativamente" os dados. 

— Temos um déficit de R$ 149 bilhões na Previdência Social. Temos Estados que estão quebrando por causa da Previdência — afirmou, citando Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minhas Gerais, além de outros "que vêm batendo à nossa porta".

Temer citou o projeto de reformulação na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que mandou ao Congresso e que a União não pode auxiliar os Estados sem as contrapartidas que exige dos governos regionais, citando o acordo com o Rio de Janeiro. 

— Não há como fazer isso sem esta lei que está agora no Congresso e sem as leis estaduais que estão estabelecendo as contrapartidas — disse. Ele disse ainda que se o presidente "piscar" ao descumprir a lei de responsabilidade fiscal, "virá logo um pedido de impeachment".

Modificações

O presidente voltou a reconhecer que a proposta da reforma da Previdência "muito provavelmente" vai sofrer modificações no Congresso "num ou noutro ponto". 

— Agora o senhor absoluto dessa matéria é o Congresso Nacional — disse.

Para Temer, no entanto, não se pode "quebrar a espinha dorsal" do texto enviado pelo governo. 

— Se houver necessidade de modificações, nós não estamos infensos ou negando qualquer espécie de negociação. O que não podemos é quebrar a espinha dorsal da reforma da Previdência — falou.

Ele defendeu a idade mínima estabelecida no projeto, de 65 anos, conforme outros países adotam. 

— Há três ou quatro países que a idade é segundo o critério que nós temos atualmente — destacou. 

O presidente enfatizou o apoio que o Congresso vem dado ao governo e que isso garante o encaminhamento das propostas.

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*Estadão Conteúdo

 
 
 
 
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