Negociação

"Não é recuo", diz Imbassahy sobre mudanças na proposta de reforma da Previdência

Ministro da Secretaria de Governo afirmou que, com os ajustes no texto, a expectativa é "favorável" para a aprovação das alterações nas regras de aposentadoria

Por: Estadão Conteúdo
18/04/2017 - 12h25min | Atualizada em 18/04/2017 - 12h32min
"Não é recuo", diz Imbassahy sobre mudanças na proposta de reforma da Previdência Antonio Cruz/Agência Brasil
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil  

O ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, afirmou nesta terça-feira, após café da manhã com o presidente da República, Michel Temer, e deputados da base aliada, que o ambiente em torno da aprovação do texto da reforma da previdência se modificou bastante e que, agora, "há uma expectativa favorável com relação à aprovação". Imbassahy negou que o governo tenha recuado com as mudanças, disse que Temer está estimulando os parlamentares para passar a proposta no Congresso e que é o momento dos deputados mostrarem vitalidade.

— E isso se faz votando — afirmou. — O Executivo fez uma proposta e ela foi aprimorada no Legislativo. Não é recuo — afirmou, ressaltando que Temer "tomou para ele a disposição de tocar a agenda de reformas".

Imbassahy espera que, nesta terça-feira, a Câmara finalmente vote o projeto de recuperação fiscal dos Estados e também a urgência da reforma trabalhista.

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O ministro reforçou o discurso que tem sido feito pelo presidente Michel Temer e disse que o envolvimento de políticos na lista do ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo, não pode paralisar o Legislativo. 

— As investigações da Lava-Jato prosseguem, mas o Congresso continua sua atuação — disse.

Apesar de a mudança da idade mínima para as mulheres ter sido confirmada pelo líder do governo do Congresso, André Moura, Imbassahy disse que "há uma tendência forte em reduzir a idade das mulheres", mas ponderou que o texto ainda não está fechado.

Segundo ele, o adiamento da leitura na comissão — que não será mais nesta terça e foi remarcada para quarta — não vai prejudicar o calendário do governo. 

— O texto não está finalizado — disse. — Mas não há nada que possa prejudicar (o andamento da reforma). Ao contrário, vai melhorar o texto — ressaltou.

O ministro rechaçou ainda a tese de que as flexibilizações na reforma signifique recuo do governo e disse que as mudanças foram "um grande avanço".

Marun diz que placar subiu de 350 para 360 votos pela reforma

O presidente da comissão especial da reforma da Previdência na Câmara, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), afirmou que, após café da manhã no Alvorada, a expectativa para o placar de aprovação da proposta no plenário da Casa subiu de 350 para 360 votos. O número é bem superior ao mínimo necessário para aprovar a reforma no plenário, que é 308 votos, equivalente a 3/5 dos 513 deputados.

Marun destacou que, durante a reunião, muitos deputados aplaudiram as mudanças que o relator da matéria, deputado Arthur Maia (PPS-BA), fez no texto. 

— Depois da reunião de hoje (terça-feira), haja visto os aplausos e o número de deputados que nos procuraram para parabenizar pelo trabalho, estou subindo minha expectativa de placar de 350 para 360 votos — afirmou.

Marun confirmou que a idade mínima das mulheres será fixada em 62 anos, menor do que os 65 anos previstos para homens. 

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*Estadão Conteúdo

 
 
 
 
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