Terremoto no poder

Dilma rebate Joesley e diz que nunca autorizou abertura de empresas no Exterior

Em nota, assessoria negou que ex-presidente tenha tratado com qualquer empresário financiamentos ilegais para as campanhas eleitorais e que tenha contas fora do país

19/05/2017 - 16h11min | Atualizada em 19/05/2017 - 16h13min
Dilma rebate Joesley e diz que nunca autorizou abertura de empresas no Exterior Felipe Nogs/Agencia RBS
Foto: Felipe Nogs / Agencia RBS  

Em nota divulgada pela sua assessoria de imprensa, a ex-presidente Dilma Rousseff se defendeu das acusações feitas em delação do empresário Joesley Batista, dono da JBS. No comunicado, a assessoria negou que Dilma tenha tratado com qualquer empresário financiamentos ilegais para as campanhas eleitorais, ou que tenha autorizado, em seu nome ou de terceiros, a abertura de empresas em paraísos fiscais.

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Confira a nota na íntegra: 

A propósito das notícias a respeito das delações efetuadas pelo empresário Joesley Batista, a Assessoria de Imprensa da presidenta eleita Dilma Rousseff esclarece que são improcedentes e inverídicas as afirmações do empresário:

1. Dilma Rousseff jamais tratou ou solicitou de qualquer empresário, nem de terceiros doações, pagamentos ou financiamentos ilegais para as campanhas eleitorais, tanto em 2010 quanto em 2014, fosse para si ou quaisquer outros candidatos.

2. Dilma Rousseff jamais teve contas no exterior. Nunca autorizou, em seu nome ou de terceiros, a abertura de empresas em paraísos fiscais. Reitera que jamais autorizou quaisquer outras pessoas a fazê-lo.

3. Mais uma vez, Dilma Rousseff rejeita delações sem provas ou indícios. A verdade vira à tona.

ASSESSORIA DE IMPRENSA
DILMA ROUSSEFF

Conforme Joesley, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu pagamentos indevidos de US$ 50 milhões, depositados em uma conta no Exterior. O mesmo expediente teria sido usado, disse o depoente, para enviar US$ 30 milhões a Dilma fora do país. O empresário apontou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega como interlocutor para as remessas. A JBS afirma ter apelado à corrupção junto aos dois ex-presidentes para obter vantagens em financiamentos no BNDES e também em negócios envolvendo os fundos de pensão Petros, da Petrobras, e Funcef, da Caixa Econômica Federal.

O saldo dessas contas somaria US$ 150 milhões em 2014. A delação indica que parte dos recursos também seria usada para irrigar o caixa do PT.

 
 
 
 
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