Um mês depois da abertura de inquéritos

Lista de Fachin: petições de políticos de Uruguaiana ainda não chegaram ao RS

Com base em delações da Odebrecht, petições citam dez autoridades do município da Fronteira Oeste suspeitas de terem recebido caixa 2

16/05/2017 - 16h30min | Atualizada em 16/05/2017 - 17h51min
Lista de Fachin: petições de políticos de Uruguaiana ainda não chegaram ao RS Odebrecht Ambiental/Divulgação
Empresa de saneamento da Odebrecht é responsável pelo serviço de água e esgoto em Uruguaiana desde 2011  Foto: Odebrecht Ambiental / Divulgação  

Mais de um mês após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin autorizar a abertura de 76 inquéritos baseados em delações da Odebrecht, as petições que citam políticos de Uruguaiana, na Fronteira Oeste, sequer chegaram ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que será responsável pela decisão sobre arquivamento dos casos ou instauração de inquéritos. 

O relator da Lava-Jato no STF encaminhou as petições envolvendo os gaúchos para o tribunal porque não é de sua competência julgá-los.

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Uma petição que segue no STF porque a defesa do delator Guilherme Paschoal, diretor da Odebrecht Ambiental, ingressou com um agravo regimental — um recurso que levou a petição de volta à mesa de Fachin. Porém, no sistema do Supremo não é possível consultar o conteúdo do documento.

Paschoal e o ex-diretor da Foz do Brasil (atual Odebrecht Ambiental) Paulo Roberto Welzel relataram pagamento de caixa 2 para o deputado estadual Frederico Antunes (PP) e para o atual prefeito de Uruguaiana, Ronnie Mello (PP). Segundo os colaboradores, os políticos receberam, respectivamente, R$ 70 mil e R$ 80 mil em doações irregulares de campanha.

Outra petição, amparada nas delações de Welzel e do ex-presidente da Odebrecht Ambiental Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, trata sobre o pagamento de caixa 2 a candidatos a vereador e a prefeito na cidade. São citados Augusto Fuhrmann Schneider, Francisco Azambuja Barbará, Ilson Mauro da Silva, Antonio Egício Rufino de Carvalho, Josefina Soares Bruggermann, Ronnie Peterson Colpo Mello, Jussara Osorio de Almeida, Rafael da Silva Alves e Luiz Fernando Franco Malfussi. 

Nessa petição não houve recurso, mas a petição ainda está em deslocamento e não chegou ao TRF4 para análise. Segundo o tribunal, não há prazo para que isso ocorra.

A Odebrecht Ambiental é responsável pelos serviços de água e esgoto em Uruguaiana desde 2011, mediante contrato de concessão. 

Os políticos citados pelos delatores têm negado as acusações e reafirmado que se colocam à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

 
 
 
 
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