Política

Molon apresenta mandado de segurança no STF para que Janot vá à CCJ

Deputado alegou que é preciso garantir o contraditório no processo e o princípio da igualdade entre as partes

Por: Estadão Conteúdo
07/07/2017 - 20h21min | Atualizada em 07/07/2017 - 22h25min
Molon apresenta mandado de segurança no STF para que Janot vá à CCJ Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
Molon protocolou mandado de segurança com pedido de liminar para que haja manifestação de Rodrigo Janot na CCJ durante a apreciação da denúncia contra Temer. Foto: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados  

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) protocolou nesta sexta-feira (7), no Supremo Tribunal Federal (STF), mandado de segurança com pedido de liminar para que haja manifestação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) durante a apreciação da denúncia contra o presidente Michel Temer.

Na ação, Molon pede também as oitivas dos peritos do Instituto Nacional de Criminalística, responsáveis pela perícia dos áudios envolvendo o presidente Michel Temer, do empresário Joesley Batista, do executivo da J&F Ricardo Saud, e do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

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O parlamentar alega que é preciso garantir o contraditório no processo e o princípio da igualdade entre as partes, uma vez que a defesa de Temer se pronunciará duas vezes na CCJ. O pedido enfatiza que a participação da acusação e das testemunhas na CCJ são essenciais "para a formação da convicção daqueles que decidirão o processo".

— Um processo em que apenas uma das partes se manifesta é um processo torto, enviesado. Para garantir o princípio do contraditório, é fundamental assegurar a manifestação da acusação também — disse Molon.

Na quinta-feira (6), o presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), indeferiu 21 requerimentos que sugeriam a ida de Janot e de testemunhas à comissão. O peemedebista sustentou que não havia previsão constitucional ou regimental para o convite ao procurador-geral, tampouco necessidade de ouvir testemunhas. Pacheco argumentou ainda que o rito da denúncia é diferente de um processo de impeachment, onde há instrução probatória e audiências para ouvir defesa e acusação.

 
 
 
 
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