Política

PMDB não vai fechar questão sobre denúncia contra Temer, diz Jucá

Nenhuma bancada entre os 10 principais partidos da base aliada do governo confirmou apoio a Temer contra a denúncia apresentada pela PGR

Por: Estadão Conteúdo
03/07/2017 - 18h13min | Atualizada em 03/07/2017 - 20h58min
PMDB não vai fechar questão sobre denúncia contra Temer, diz Jucá EVARISTO SA/AFP
Jucá afirmou que PMDB não fechará apoio a Temer.  Foto: EVARISTO SA / AFP  

O presidente do PMDB e líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou, nesta segunda-feira (3), que o partido não vai fechar questão sobre a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara. Segundo ele, por não ser uma questão partidária, não há razão para obrigar os deputados a seguirem uma orientação.

— Não precisa fechar questão, pois isso não é questão partidária, é questão de foro íntimo, de julgamento — afirmou Jucá. 

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Ele, no entanto, não descarta que a bancada do partido tome a iniciativa. 

— A bancada do partido, se quiser, vai pedir no âmbito da Câmara. A posição do presidente do partido é analisar qualquer pedido e agir como juiz — completou.

Quando o partido fecha questão sobre um tema, significa que o deputado tem de seguir a posição definida pela sigla para não sofrer uma sanção. Partido de Temer, o PMDB tem 63 deputados federais. A Câmara é composta por 513 parlamentares.

— Nós não fechamos questão no caso do impeachment da Dilma, porque era uma questão processual que estava lá. Você não vai chegar num julgamento e ir no jurado para fechar questão. Respeitamos a posição dos nossos deputados — disse Jucá.

Nenhuma bancada entre os 10 principais partidos da base aliada do governo fechou apoio a Temer contra a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Líderes marcaram reuniões nesta semana para tentar definir o posicionamento que devem adotar em relação ao caso na Câmara. Apesar de afirmarem que há maioria na Casa para derrubar o processo, o clima é de incerteza.

A defesa de Temer terá 10 sessões para entregar os argumentos contra a denúncia por corrupção passiva protocolada pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot. O presidente é acusado com base na delação de executivos do Grupo J&F — controlador da JSB —, dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Os advogados dizem que, até o fim desta semana, devem apresentar a defesa. O Congresso está às vésperas do recesso parlamentar.

 
 
 
 
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